Preço do combustível pode reduzir dias letivos nos EUA

Atingidas pelo aumento no preço doscombustíveis, algumas escolas de regiões rurais nos EstadosUnidos estudam adotar uma das medidas concebidas durante acrise do petróleo na década de 1970: reduzir a semana letivapara quatro dias. A diminuição de um dia na semana escolar é consideradaessencial para a preservarção dos programas educacionais e amanutenção do quadro de funcionários em algumas partes doKentucky, do Novo México e de Minnesota. "Para os distritos rurais onde os ônibus escolares podemviajar até 161 quilômetros por dia, pode haver uma economia decombustível que vale a pena ser considerada", disse Marc Egan,diretor de assuntos federais da Associação Nacional deConselhos Escolares. Egan afirmou que 100 escolas em até 16 estadosnorte-americanos já haviam adotado a redução na carga horáriapara economizar em gastos com combustíveis e climatização. No Condado de White Pine, em Nevada, promoveu a mudança emapenas uma das escolas da região há três anos. Atualmente, comos custos de energia subindo, a medida foi implementada emquatro outras escolas. "Estamos avaliando a redução em todo o distrito,principalmente por conta dos custos com energia", disse BobDolezal, superintendente do distrito escolar do Condado deWhite Pine, que enfrenta um corte de 14 por cento na receitapor conta de uma queda no orçamento público. As escolas públicas de Maynard, Clara City e Raymond(Maccray), em Minnesota, que optaram pela semana escolar maiscurta, esperam reduzir em 10 por cento os custos comtransporte, que dispararam nos últimos anos, acompanhando oaumento no preço dos combustíveis. "A economia de uma semana com quatro dias apenas com otransporte foram de 65 mil dólares", disse o superintendente daMaccray, Greg Schmidt. O plano inicialmente alarmou alguns pais, que estavam comproblemas para encontrar creches para os dias sem aulas, mas amaior parte deles encontrou uma solução, de acordo com Schmidt.Além disso, as escolas do distrito Maccray pretendem instituirum programa de certificação para alunos mais velhos cuidaremdos mais novos. Um dos pioneiros na semana letiva de quatro dias, odistrito escolar de Cimarron, no Novo México, pretende diminuiros gastos com energia por meio da regulagem da climatização. As escolas públicas de Cimarron adotaram os quatro dias deaula quando os preços da energia subiram no início da década de1970 mas, desde o fim do embargo da Opep, deixa o aquecedor e oar-condicionado ligados mesmo nos dias sem aulas, afirmou JamesGallegos, superintendente do distrito. No distrito escolar do Condado de Webster, a semana letivareduzida vem sendo utilizada há quatro anos por conta de umacrise no orçamento estadual. Após a adoção da medida, o distrito economizou dezenas demilhares de dólares em gastos com energia e combustível, o querepresentou um corte de 3,5 a 4 por cento nas despesas gerais,de acordo com James Kemp, superintendente da região. Os quatro dias de aula também trouxeram benefíciosinesperados para o distrito, como maior presença nas aulas e umaumento no rendimento dos alunos. "Se voltássemos para a semana de cinco dias, o conselhoescolar e eu seríamos expulsos da cidade", disse Kemp.

REBEKAH KEBEDE, REUTERS

24 de julho de 2008 | 14h38

Tudo o que sabemos sobre:
EUACOMBUSTIVELESCOLAS

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.