Prefeitura demite seis após mãe matar filhas em Washington

Os corpos das meninas, com idade entre 5 e 16 anos, foram encontrados em casa na última quarta-feira, 9

Associated Press,

15 de janeiro de 2008 | 16h24

Por falharem ao encaminhar queixas sobre os cuidados de uma mulher na guarda de suas quatro filhas, pelo menos seis funcionários da Agência do Bem-Estar da Criança serão demitidos, disse Adrian Fenty,  prefeito de Washington. O corpos em decomposição das meninas, com idades entre 5 e 16 anos, foram encontrados em casa na última quarta-feira, 9.    Veja também: Mulher nos EUA é acusada de matar as quatro filhas   Uma funcionária da escola onde a garota mais velha estudava tentou por duas vezes acionar as agências da cidade para iniciar as investigações do caso, no qual a mãe está sendo acusada dos assassinatos.  Numa conferência na segunda-feira, 14, o prefeito mostrou gravações com duas ligações que a funcionária da escola, Kathy Lopes, fez antes de Brittany Jacks, uma das meninas, parar de ir à escola em março. A funcionária ligou para a linha do bem-estar da criança da cidade, e informou que ela tinha visitado a casa da aluna, porém não havia sido convidada a entrar pela mãe, Banita Jacks. Kathy afirmou ainda que Banita dizia que não queria que sua filha fosse a escola porque tinha medo que a menina pudesse fugir. A funcionária também observou que duas ou três crianças também não estavam mais frequentando a escola. Na segunda ligação - dessa vez para a polícia - Kathy demonstrou sua frustração quando sua solicitação foi passada entre os diversos departamentos da cidade e dizia estar preocupada com a saúde mental de Banita. "Parecia que a mãe estava sofrendo de alguma doença mental. Ela parecia manter as todas as crianças refém na casa", afirma Kathy. Banita disse aos investigadores que as crianças estavam possuídas por demônios e morreram durante o sono.   "Mais funcionários poderão perder seus empregos durante os trabalhos de investigação", afirma Fenty. Sharlyn Bobo, o diretor da agência, disse que os funcionários "estavam envolvidos no caso assim como todos da comunidade". Bobo afirmou ainda que "realmente lamenta as falhas na resposta rápida e efetiva do caso". Kathy acrescentou que esta não foi a primeira vez que tentou avisar a cidade sobre a situação da família. As autoridades declararam que as garotas morreram pelo menos 15 dias antes de seus corpos serem encontrados.

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