Prisão de soldado evitou atentado 'terrorista', dizem EUA

Um soldado do Exército norte-americano detido no Texas com material para a produção de bombas estava preparando uma "trama terrorista" contra militares, disse a polícia nesta quinta-feira.

REUTERS

28 de julho de 2011 | 19h17

Naser Jason Abdo, 21 anos, foi preso na quarta-feira, depois da descoberta do material suspeito em um quarto de hotel onde ele se hospedara dias antes, em Killeen, pequena cidade nos arredores do Fort Hood, um importante quartel do Exército.

"O pessoal militar era um alvo", disse Dennis Baldwin, chefe da polícia local, em entrevista coletiva.

Foi no Fort Hood que, em novembro de 2009, um psiquiatra do Exército matou a tiros 13 pessoas e feriu 32. O assassino, major Nidal Malik Hassan, será submetido a corte marcial em março.

Abdo, soldado raso que havia sido dispensado das guerras do Iraque e Afeganistão por alegar objeção de consciência, estava ausente sem autorização de outro quartel, o Fort Campell (Kentucky), desde 4 de julho.

Ele foi detido por causa de outro mandado de prisão, relacionado a pornografia infantil. A polícia chegou até ele por causa de uma denúncia sobre a existência de armas e pólvora no quarto de hotel. Ele despertou suspeitas de um ex-policial que trabalha numa loja de munições onde Abdo comprou o material.

Sem entrar em detalhes, Baldwin disse que o soldado admitiu o complô contra os militares. "Posso lhes dizer que ele é um indivíduo muito perigoso, e está onde precisa estar", afirmou o policial.

Abdo é oriundo da região de Dallas, e segundo as autoridades não tinha ligação com Killeen nem com o Fort Hood.

Eric Vasys, agente especial do FBI em San Antonio, disse que a eventual ameaça representada por Abdo foi "eliminada e mitigada, e nada indica que ele agisse com terceiros".

Relatos iniciais de que outros soldados teriam sido detidos sob circunstâncias semelhantes eram falsos, segundo Baldwin. A confusão ocorreu, segundo ele, porque no mesmo dia outros militares foram detidos por causas diferentes.

O Fort Hood informou, por meio de um porta-voz, que não houve incidentes no quartel e que o nível de alerta no local não foi elevado.

Em 2010, Abdo declarou que sua formação islâmica o impedia de participar de guerras no Exército dos EUA. O pedido dele foi aprovado em junho, mas suspenso posteriormente devido ao indiciamento por posse de pornografia infantil no Kentucky.

(Reportagem adicional de Tim Ghianni em Nashville, Chris Baltimore em Houston, e Jeremy Pelofsky e David Alexander em Washington)

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