Procuradora pede que Justiça afaste governador de Illinois

A procuradora-geral de Illinois, Lisa Madigan, recorreu na sexta-feira à Suprema Corte do Estado para tentar afastar temporariamente o governador Rod Blagojevich do seu cargo, devido a suspeitas de corrupção. Três dias depois de ser detido (e solto em seguida) por causa das acusações de tráfico de influência e venda de favores, inclusive envolvendo a vaga do presidente eleito Barack Obama no Senado, Blagojevich não dá sinais de que vá renunciar. Seu chefe de gabinete, John Harris, que na terça-feira foi indiciado pelos mesmos delitos que o governador, pediu demissão na sexta-feira. Madigan, que pertence ao Partido Democrata, como o governador, disse em entrevista coletiva que uma lei local, nunca evocada, a autoriza a pedir o afastamento judicial de Blagojevich. O vice-governador então assumiria o cargo enquanto a Suprema Corte julga se o titular está capacitado para permanecer. A procuradora-geral disse ser impossível saber se o tribunal irá aceitar o caso ou se manifestar favoravelmente ao afastamento. Ela disse que o Legislativo local poderia iniciar um processo de impeachment, mas que isso seria muito demorado. De acordo com Madigan, o governo de Illinois está "paralisado", pois o escândalo afeta a capacidade de crédito do Estado. "Sei que são solicitações extraordinárias, mas estas são circunstâncias extraordinárias", disse Madigan. As acusações contra o governador derivam de uma investigação de vários anos, que usou gravações telefônicas autorizadas pela Justiça. Blagojevich, no entanto, não foi indiciado formalmente e permanece com plenos poderes. Por intermédio de um advogado, o governador negou irregularidades. Em carta enviada na quarta-feira, os 50 senadores ligados ao Partido Democrata pediram que ele renuncie antes de indicar um substituto para a vaga de Obama, que renunciou ao Senado depois de ser eleito presidente, em novembro. Se a Suprema Corte afastar Blagojevich, seu vice, Patrick Quinn, já disse que vai indicar um substituto para Obama, em vez de convocar uma eleição especial no ano que vem. (Reportagem adicional de Karen Pierog)

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