Proibir viagens poderia agravar o problema do Ebola, diz Obama

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu aos americanos neste sábado que evitem o pânico pelo Ebola, rejeitando a ideia de impor restrições em voos de países africanos afetados pelo vírus, explicando que tais proibições poderiam agravar a situação.

REUTERS

18 de outubro de 2014 | 09h39

Esta semana alguns deputados pediram a Obama que proíba a entrada nos Estados Unidos de viajantes provenientes da Libéria, Serra Leoa e Guiné.

Obama disse que não se opõe, em princípio, ao conceito de proibir os vôos, mas em sua conferência semanal deixou claro que ele não está inclinado a implementá-lo.

"Não podemos nos isolar da África Ocidental", disse Obama explicando que a medida complicaria a circulação de trabalhadores de saúde e o envio de suprimentos para a área, e empurraria as pessoas a tentar escapar desses países para evitar os controles disse, dificultando a identificação dos casos.

"Isolar toda uma região do mundo - se isso fosse possível - que poderia piorar a situação, na verdade", disse.

Obama comentou que a luta contra o vírus leva tempo, advertindo que "até o fim poderemos ver mais casos isolados nos Estados Unidos."

Mas ele tentou colocar a doença em perspectiva, lembrando que houve apenas três casos diagnosticados no país e a doença não é facilmente transmitida.

"O que estamos vendo não é um "surto" ou uma "epidemia" de Ebola nos Estados Unidos", destacou.

"É uma doença grave, mas não podemos nos entregar à histeria ou ao medo."

(Reportagem de Roberta Rampton)

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