Projeto de reforma financeira nos EUA ainda precisa de 3 votos

Os congressistas democratas que esperam a aprovação de uma histórica revisão da regulação do sistema financeiro dos Estados Unidos vão provavelmente precisar ganhar o apoio de pelo menos três republicanos no Senado, se quiserem enviar a matéria para a sanção do presidente Barack Obama até meados de julho.

REUTERS

10 de julho de 2010 | 17h24

Os democratas esperavam que a substituição do senador Robert Byrd, recentemente falecido, transcorresse rapidamente, mas poderão ter de esperar algum tempo, enquanto autoridades do Estado dele, a Virgínia Ocidental, definem a eleição do substituto.

No momento, os senadores que apóiam a reforma financeira não somam os 60 votos requeridos, de um total de 100 cadeiras, para fazer a legislação avançar na Casa.

Aqui estão os congressistas e outras autoridades cujo apoio - ou a falta de apoio - serão decisivos na votação do projeto:

*Joe Manchin, governador da Virgínia Ocidental, democrata. Manchin deve nomear um democrata que seja a favor da reforma financeira para ocupar temporariamente a vaga de Byrd.

*Scott Brown, senador republicano. Um moderado, eleito em Janeiro para o posto do falecido senador Edward Kennedy. Brown já demonstrou apoio à reforma no plenário do Senado. Ele se opôs a uma taxação sobre os bancos, mas esse item foi retirado do projeto. "Tomarei uma decisão em breve, mas estou gostando do que estou vendo", disse Brown, segundo o website da televisão WHDH.

*Olympia Snowe, senadora republicana pelo Estado do Maine. Moderada, Snowe também já expressou apoio ao projeto nos debates no Senado e foi bem-sucedida em reduzir seu impacto sobre os pequenos negócios. Como Brown, ela fez objeções a uma taxação sobre os bancos e ficou satisfeita quando esse item foi removido. Snowe disse que ainda estava estudando a proposta.

*Susan Collins, senadora republicana. Outra moderada do Maine, Collins é responsável pela parte do projeto que prevê que as maiores empresas financeiras ampliem suas reservas de capital. Também já apoiou a matéria nos debates e disse que provavelmente a aprovará, agora que o imposto sobre os bancos foi retirado do texto.

*Charles Grassley, senador republicano. O apoio de Grassley ao projeto tem sido menos consistente do que o dos outros republicanos mencionados até aqui. Apesar de ter tomado posições favoráveis no plenário, ele votou contra a matéria em uma votação processual.

*Russell Feingold, senador democrata. Um dos mais liberais membros do Senado, Feingold diz que o projeto não faz o suficiente para prevenir crises, por isso votou contra na plenária no Senado. Não mudou de posição, embora tenha dito que a versão final contém alguns aperfeiçoamentos.

(Reportagem de Andy Sullivan e Corbett B. Daly)

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