Projeto do Pentágono de US$ 300 bi foi invadido, diz jornal

Hackers teriam copiado informações do Joint Strike Fighter, o mais caro programa de defesa americano

da Redação, estadao.com.br

21 de abril de 2009 | 11h11

O programa mais caro de defesa do Pentágono foi invadido por hackers, informou o Wall Street Journal nesta terça-feira, 21. Citando oficiais do governo próximos aos ataques, o diário diz ainda que incidentes similares aconteceram no sistema de controle de tráfego da Força Aérea nos últimos meses. O Joint Strike Fighter, um projeto de US$ 300 bilhões, teria ficado vulnerável a cópias e vazamentos.

 

Segundo o Wall Street Journal, os hackers disseram ter roubado dados de um novo avião de combate, o F-35 Lightning II. Ataques como esse crescem, informou um ex-oficial à publicação. "Nunca houve algo assim", disse ele, ao revelar que outras agências militares e civis também são alvos dos hackers. "Isso é tudo que mantém esse país andando."

 

Muitos detalhes não puderam ser descobertos, incluindo a identidade dos invasores e os danos exatos à defesa americana, continua o Wall Street Journal. Além disso, os hackers, apesar de terem acesso a material relativo ao projeto do jato, não conseguiram copiar dados mais importantes e sensíveis, que são armazenados em computador que não ficam conectados à internet.

 

Segundo ex-oficiais americanos citados pelo diário, os ataques parecem ter vindo da China. Entretanto, é difícil determinar a origem exata porque há máscaras que funcionam como mecanismos que bloqueiam a identificação online. Em comunicado, a embaixada chinesa disse que "opõe-se e proíbe todas as formas de crimes cibernéticos" e que um relatório divulgado recentemente pelo Pentágono que afirma que os hackers crescem no país é "produto da mentalidade da Guerra Fria."

 

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