Promotores pedem pena de morte para atirador de cinema do Colorado

Promotores do Colorado vão pedir a pena de morte para o homem acusado de matar 12 espectadores de um cinema no ano passado.

KEITH COFFMAN, Reuters

01 de abril de 2013 | 20h44

O promotor George Brauchler formalizou o pedido na segunda-feira, depois de ter rejeitado na semana passada a sugestão da defesa de que James Holmes estaria disposto a se declarar culpado em troca de uma condenação à prisão perpétua, sem direito a sursis.

Holmes, 25 anos, ex-pós-graduando de neurociência, é acusado de ter feito disparos indiscriminados dentro de um cinema na periferia de Denver, em julho, durante uma sessão do filme "Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge".

O massacre, um dos mais graves da história dos EUA, contribuiu para reacender o debate nacional sobre o controle das armas de fogo.

Além dos 12 homicídios, ele é réu também por ter deixado 58 feridos.

No início da audiência judicial da segunda-feira na localidade de Centennial, o promotor Brauchler disse que, no caso de Holmes, "justiça é morte".

O réu, que está barbado e cabeludo, não demonstrou emoções ao se sentar em silêncio diante da mesa da defesa, acompanhado dos advogados. Ele estava algemado e usava traje vermelho de presidiário

Ao entrar na sala, ele olhou de relance para seus pais. Foi possível ouvir a comoção no plenário quando Brauchler anunciou que quer a pena de morte para o réu, e os pais de Holmes se entreolharam com tristeza.

O juiz William Sylvester marcou o julgamento inicialmente para 5 de agosto. Mas depois da apresentação do pedido da pena de morte - que pode tornar o processo mais lento -, Sylvester transferiu o caso ao juiz Carlos Samour Jr., que então marcou o início do julgamento para 3 de fevereiro.

Samour disse que o julgamento deve durar cerca de quatro meses, e rejeitou um pedido dos advogados para adiar o início do julgamento até pelo menos meados de 2014.

No mês passado, advogados de Holmes declararam ao tribunal que ele se declara inocente, mas os advogados ainda podem substituir isso, alegando que seu cliente é mentalmente inimputável.

(Reportagem de Keith Coffman e Jann Tracey)

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