Proprietária de plataforma que explodiu acusa BP de omitir informação

Petrolífera negou as acusações e diz que coopera com as investigações do governo norte-americano

Efe

20 de agosto de 2010 | 04h54

WASHINGTON - A companhia Transocean, proprietária da plataforma operada pela British Petroleum (BP) que explodiu em 20 de abril no Golfo do México, acusou a multinacional de ocultar importantes informações informação sobre o acidente, segundo uma carta que foi publicada na quinta-feira, 19.

Na carta, datada de 18 de agosto e enviada a membros do governo e do Congresso americano, a Transocean afirma que a BP se negou a entregar dados que ajudariam a esclarecer o acidente da plataforma Deepwater Horizon.

"Parece que a BP está ocultando provas em uma tentativa de evitar que qualquer entidade com a exceção dela própria possa investigar a causa do acidente de abril e o vazamento", afirma na carta o advogado da Transocean, Steven Roberts.

Em comunicado, a petrolífera negou as acusações: "Lamentamos que a Transocean tenha decidido escrever uma carta com tantas afirmações errôneas, inclusive ao dizer que a BP esconde provas", afirmou a empresa.

"Cooperamos com várias investigações patrocinadas pelo governo americano e outras entidades sobre as causas da tragédia", garante o comunicado.

A carta da Transocean dá a entender que a BP também não entregou informação relevante sobre o acidente ao Governo federal, que também investiga as causas do acidente, no qual morreram 11 pessoas.

A comissão encarregada da pesquisa assegura que a BP já entregou alguns dados, os últimos nesta quinta-feira.

"Quando a comissão foi formada, (o executivo-chefe em fim de mandato da BP) Tony Hayward prometeu ao co-presidente William Reilly uma cooperação total", afirmou o porta-voz da comissão, Dave Cohen, sem confirmar que tipo de informação foi recebida, em declarações recolhidas pelo The Wall Street Journal.

As investigações realizadas por BP, Transocean e outras companhias relacionadas com o pior desastre ecológico na história dos EUA podem ter um papel fundamental para esclarecer as responsabilidades pela catástrofe.

Os responsáveis terão que desembolsar de bilhões de dólares em multas e indenizações por danos relacionados com o vazamento.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.