Psiquiatra de atirador do Colorado contatou polícia antes de ataque

A psiquiatra que tratou James Holmes, acusado de ter atirado contra os espectadores de um cinema nos Estados Unidos, contatou um policial da Universidade do Colorado para expressar suas preocupações sobre o comportamento de Holmes várias semanas antes da violência, informou a ABC News, citando fontes anônimas. O tiroteio, em 20 de julho, deixou 12 mortos e 58 feridos.

Reuters

07 de agosto de 2012 | 14h34

As fontes não sabiam o que o policial contactado pela dra. Lynne Fenton fez com as informações que ela passou, disse a ABC na segunda-feira em seu site.

Elas disseram, no entanto, que o policial foi entrevistado recentemente, com a presença de um advogado, pelo Departamento de Polícia da cidade de Aurora, Colorado, como parte da investigação do tiroteio.

Fenton teria tido sérias preocupações de quebrar o sigilo da relação com seu paciente, ao entrar em contato com o policial ou outras pessoas, disse a emissora.

Holmes, de 24 anos, um ex-estudante de graduação da Universidade do Colorado, havia dito que pretendia abandonar a escola quase seis semanas antes do atentado no cinema de Aurora.

Sob a lei do Colorado, um psiquiatra pode legalmente violar um compromisso de confidencialidade com um paciente se ele ou ela ficar ciente de uma ameaça grave e iminente de que o paciente pode causar danos a outros, disse a ABC. Os psiquiatras também podem quebrar o sigilo se um tribunal der uma ordem.

A porta-voz da universidade, Jacque Montgomery, não quis comentar à ABC sobre o que o policial da universidade fez com as informações fornecidas por Fenton, ou se ele fez algo.

Ela citou uma ordem de silêncio que o tribunal emitiu impedindo-a de confirmar ou negar qualquer informação relacionada com Fenton ou a investigação.

Em uma declaração por escrito à ABC News, a universidade informou que policiais do câmpus estiveram "frequentemente envolvidos" nas reuniões da equipe de Avaliação Comportamental e de Ameaça da universidade. Essa equipe se destina a ajudar professores e funcionários a lidar com "indivíduos que podem ser ameaçadores, perturbadores ou problemáticos", segundo seu site.

O comunicado disse ainda que o envolvimento da polícia com a avaliação da ameaça "poderia incluir questões de segurança, de acesso, checagem de histórico, checagem de saúde, investigações criminais e de referências e divulgação para outras agências da lei".

Segundo a ABC, um advogado de Fenton se recusou a comentar.

A ABC News e a filial KMGH-TV em Denver informaram na semana passada que Fenton entrou em contato com outros membros da equipe de avaliação de ameaça da universidade sobre suas preocupações.

(Reportagem de Ian Simpson)

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