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Punição dada a estudante pode ter motivado tiroteio em escola do Colorado

Estudante de 17 anos atingida por um disparo à queima-roupa segue internada

Keith Coffman, Reuters

15 de dezembro de 2013 | 10h34

O atirador adolescente que feriu gravemente uma colega e depois atirou em si mesmo em um subúrbio de Denver aparentemente agiu em retaliação à punição que recebeu meses atrás de um tutor de um grupo de debates da escola, disse a polícia no sábado.

A espingarda e a munição usadas pelo suspeito, Karl Pierson, no tiroteio de sexta-feira, foram legalmente adquiridas de varejistas locais, informou Grayson Robinson, chefe de polícia do condado de Arapahoe. Ele disse que Pierson comprou a espingarda no dia 6 de dezembro e as munições na manhã do tiroteio. Pierson, lembrado pelos colegas como estudioso- e descrito por alguns como socialmente desajeitado - tinha 18 anos quando fez as compras, a idade mínima para a aquisição de uma arma de fogo ou outros tipos de rifles no Colorado.

Os comentários do chefe de polícia em uma entrevista coletiva ajudaram a esclarecer algumas das circunstâncias do tiroteio que se desenrolou em menos de um minuto e meio, no mais recente entre mais de duas dúzias de episódios de violência nos campi norte-americanos este ano.

O membro do corpo docente que seria o possível alvo de Pierson, segundo a polícia, conseguiu fugir da escola ileso. Mas uma colega de 17 anos que foi baleada à queima-roupa, embora aparentemente de forma aleatória, permanece internada em estado grave, disse o chefe de polícia. A vítima, identificada como Claire Davis, cuja idade foi erroneamente divulgada na sexta-feira como 15 anos, foi baleada na cabeça, informou sua família em um comunicado. Acredita-se que Davis e Pierson não se conhecessem pessoalmente. "Eu acredito que ela estava simplesmente no lugar errado na hora errada", disse o chefe de polícia.

Robinson também afirmou que Pierson invadiu a escola carregando um facão, um cinto de munição amarrado no peito e uma mochila carregada com três coquetéis molotov, um dos quais ele detonou na biblioteca da escola momentos antes de se matar em um canto da sala, com a sua própria espingarda.

Seu corpo foi encontrado por policiais que estavam se aproximando do jovem, mas que não chegaram a atirar.

Os investigadores acreditam que Pierson agiu por vingança a um bibliotecário da escola, que era orientador de um grupo de debates ao qual pertencia Pierson, disse o chefe de polícia. De acordo com Robinson, foi imposta alguma ação disciplinar não especificada em setembro contra Pierson por "discussão relacionada com a equipe de debate" por ameaças verbais que segundo outros estudantes, Pierson havia feito ao membro do corpo docente. Mas o delegado disse que não acredita que a punição foi "demasiado severa", e negou que Pierson havia sido suspenso ou expulso da equipe de debate.

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