Putin promete defender a Abkházia e enfurece a Geórgia

O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, prometeu meio bilhão de dólares para defender a região separatista da Abkházia na quarta-feira numa visita surpresa que, segundo a Geórgia, aumentou as tensões na região do Cáucaso.

GLEB BRYANSKI, REUTERS

12 de agosto de 2009 | 15h50

A visita de Putin ao enclave ressalta o crescente apoio de Moscou às regiões rebeldes depois que tropas russas repeliram uma tentativa da Geórgia de retomar a Ossétia do Sul numa guerra de cinco dias encerrada em 12 de agosto de 2008.

As tensões aumentaram ao longo da fronteira de facto entre as regiões e a Geórgia propriamente dita, suscitando preocupações de que outro conflito pode ser iniciado com facilidade.

"Com a atual liderança georgiana, não se pode descartar nada", disse Putin numa entrevista a jornalistas abecazes, quando questionado se haveria uma repetição da guerra do ano passado.

A Geórgia disse que a viagem de Putin era uma provocação direta que aumentaria as tensões no Cáucaso, uma rota estratégica para o fluxo de petróleo e gás provenientes do Mar Cáspio.

"A visita de Putin ao território ocupado de um país soberano é ainda outra provocação executada... na tradição dos serviços especiais soviéticos", disse o Ministério das Relações Exteriores da Geórgia.

O ministério informou ainda que a viagem era "outra tentativa de desestabilizar a situação e aumentar a tensão na região do Cáucaso".

O restante do mundo - com a exceção da Nicarágua - considera a Abkházia e a Ossétia do Sul como partes da Geórgia, embora a Rússia tenha enviado milhares de soldados às regiões e mantenha bases militares em ambos os enclaves.

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