Quarentenas nos EUA 'paralisam' combate ao Ebola, diz Médicos Sem Fronteiras

Quarentenas obrigatórias determinadas por alguns Estados norte-americanos a médicos e enfermeiros que retornam de regiões com surto de Ebola na África Ocidental estão criando um "efeito paralisante" nas operações do Médicos Sem Fronteiras (MSF), disse nesta quinta-feira o grupo humanitário.

REUTERS

30 de outubro de 2014 | 21h16

Em resposta a perguntas da Reuters, o grupo afirmou que está discutindo a possibilidade de encurtar algumas atribuições como resultado de restrições impostas por alguns Estados desde que um de seus médicos norte-americanos, Craig Spencer, foi hospitalizado em Nova York na semana passada com o vírus.

"Está havendo um aumento de ansiedade e confusão entre os integrantes da equipe do MSF em ação sobre o que eles podem enfrentar quando voltarem para casa após a conclusão de suas atribuições na África Ocidental", disse a diretora-executiva do Médicos Sem Fronteiras, Sophie Delaunay, em comunicado enviado por e-mail à Reuters.

Alguns trabalhadores do MSF estão atrasando o seu retorno para casa depois de suas atribuições e permanecem na Europa por 21 dias, período máximo de incubação do Ebola, "a fim de evitar enfrentar a crescente estigmatização e possíveis quarentenas", segundo Delaunay.

"Algumas pessoas estão sendo desencorajadas por suas famílias a retornar para o campo (região com a doença)", disse ela.

Os governadores de Nova York e Nova Jersey anunciaram novas regras de triagem nos aeroportos na última sexta-feira, incluindo quarentenas obrigatórias de 21 dias para qualquer profissional de saúde que tenha tratado de pacientes com Ebola na África Ocidental.

(Reportagem de Jonathan Allen)

Tudo o que sabemos sobre:
EUAEBOLAQUARENTENAMSF*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.