Questão nuclear da Coreia do Norte não foi abordada para libertação de presos, diz Obama

Os Estados Unidos não abordaram a questão do programa nuclear da Coreia do Norte durante a visita de uma autoridade dos EUA para garantir a libertação de dois prisioneiros norte-americanos, disse o presidente Barack Obama nesta segunda-feira.

REUTERS

10 Novembro 2014 | 09h07

Os Estados Unidos estão prontos para tratar com Pyongyang sobre o programa nuclear norte-coreano quando o país estiver disposto a falar seriamente sobre desnuclearização, disse Obama em entrevista coletiva durante cúpula de nações da Ásia-Pacífico, em Pequim.

Perguntado se a libertação pela Coreia do Norte dos cidadãos norte-americanos Kenneth Bae e Matthew Todd Miller mostrou uma possível abertura diplomática, Obama disse que o diretor de Inteligência Nacional, James Clapper, não realizou "discussões políticas de alto nível" em sua viagem a Pyongyang para buscá-los.

"Ele não tocou em algumas das questões mais amplas de preocupação... Em particular, o desenvolvimento da capacidade nuclear", disse Obama.

Os Estados Unidos continuam a ter um conflito mais amplo com a Coreia do Norte apesar do que Obama chamou de "pequenos gestos", como a libertação de prisioneiros.

"Quando e se a Coreia do Norte for séria sobre a desnuclearização da península e estiver preparada para ter essa discussão, estamos prontos", afirmou.

Bae e Miller desembarcaram em solo norte-americano no sábado, depois que a autoridade de alto escalão da inteligência dos EUA viajou à Coreia do Norte para garantir a libertação deles.

Bae, de 46 anos, um missionário coreano-americano, foi preso na Coreia do Norte em novembro de 2012 e condenado a trabalhos forçados de 15 anos por crimes contra o Estado. Miller, em seus 20 e poucos anos, teria sido condenado por uma acusação de espionagem e estava preso desde abril para cumprir uma pena de trabalhos forçados de 6 anos.

A Coreia do Norte, que está sob sanções internacionais devido a seus programas nucleares e de mísseis, está em uma campanha diplomática para rebater as acusações feitas por um órgão da ONU que destacou as violações dos direitos humanos no país e para tentar conter um movimento por parte de alguns membros da ONU que buscam levar o Estado a um tribunal internacional.

Mas não ficou claro o que levou Pyongyang realmente a libertar os dois homens neste momento.

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