Recrutamento obrigatório assombra americanos

A prática foi abolida pelo presidente Richard Nixon, em 1973, depois do fracasso na Guerra do Vietnã

EFE

11 de agosto de 2007 | 01h30

A possibilidade de que os Estados Unidos restabeleçam o recrutamento obrigatório renasceu em meio aos problemas criados pelas guerras no Iraque e Afeganistão, reconheceu nesta sexta-feira o general Douglas Lute, assessor do presidente George W. Bush.   "Faz sentido considerar a possibilidade. Sempre foi uma opção", disse Lute, também conselheiro de segurança nacional para o Iraque e Afeganistão, em entrevista à "Rádio Pública Nacional" ("NPR").   "Em última instância, esta é uma decisão política destinada a atender às necessidades de segurança nacional", acrescentou o militar. Ele esclareceu que por enquanto Bush não considera a medida necessária.   O recrutamento obrigatório nos Estados Unidos foi abolido pelo presidente Richard Nixon, em 1973, depois do fracasso na Guerra do Vietnã. Desde então as Forças Armadas dos Estados Unidos são integradas por pessoal voluntário.   Nos últimos anos os encarregados do recrutamento voluntário entre os jovens americanos têm enfrentado dificuldades para completar as cotas anuais de alistamento.   O legislador democrata Charles Rangel tem dito que não seria má idéia restabelecer o recrutamento obrigatório como forma de acabar com a Guerra do Iraque.   Do total de 1,5 milhão de soldados na ativa, os EUA mantêm cerca de 300 mil no exterior. Só no Iraque e Afeganistão são 175 mil. No Iraque, mais de 3.600 morreram e milhares ficaram feridos. Par Lute, os conflitos deixaram as Forças Armadas num ponto crítico. "Como oficial de Exército, isto me preocupa verdadeiramente", disse o militar.

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