Reforma de saúde voltará a ser votada na Câmara por alteração em emenda

Republicanos apresentaram modificações no texto e retardaram processo de aprovação total

Efe

25 de março de 2010 | 08h25

WASHINGTON - Parte da reforma do sistema de saúde dos EUA promovida pelo presidente Barack Obama deverá ser votada novamente devido a uma alteração conseguida pela oposição republicana na madrugada desta quinta-feira, 25, em uma emenda no projeto de lei.

 

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Junto da reforma, foi aprovado no domingo um pacote de emendas à lei, o que foi fundamental para que um grupo de democratas contrários ao aborto desse tivessem posição favorável na votação. Essas emendas, porém, deveriam ser aprovadas sem mudanças pelo Senado, o que não ocorreu. Os republicanos apresentaram modificações e retardaram o processo.

 

Na quarta-feira, o Senado iniciou uma longa sessão para debater e rejeitar, uma a uma, as propostas republicanas. No entanto, já na madrugada de quinta-feira, a oposição conquistou um triunfo ao demonstrar que dois dos itens previstos pelo projeto de lei violavam as regras orçamentárias.

 

As partes em questão não são de fato importantes, já que se referem a bolsas de estudos para estudantes de baixa renda. O fato, porém, permitiu aos republicanos obrigar a devolução do texto à Câmara.

 

Fontes do legislativo esperam que os congressistas da Câmara Baixa aprovem sem problemas o texto modificado, fazendo, assim, com que ele siga para a Casa Branca, para assinatura do presidente Barack Obama. A intenção era fazer com que o processo fosse terminado antes do recesso de Semana Santa, que começa nesta sexta-feira, mas agora não é certo que será possível.

 

Enquanto isso, Obama deve iniciar nesta quinta-feira, no estado de Iowa, uma viagem pelo país para explicar as virtudes do projeto à população, que se mantém dividida a respeito.

 

Uma pesquisa da empresa Gallup publicada na quarta indicava que 49% dos americanos apoiam a medida, contra 40% que a rejeitam, o que representa uma importante mudança de opinião, pois antes da votação no Congresso os opositores eram maioria.

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