Relatório acusa falhas de oficiais no episódio de Fort Hood

Segundo documento, general que matou 13 pessoas no Texas já apresentava conduta suspeita

Associated Press,

15 de janeiro de 2010 | 19h49

Vários oficiais falharam em não usar "padrões e julgamentos apropriados" na supervisão da carreira do general dos Estados Unidos Nidal Malik Hasan, que matou 13 pessoas em uma base militar no Texas em novembro, e suas ações devem ser investigadas imediatamente, segundo relatório divulgado nesta sexta-feira, 15, pelo Departamento de Defesa dos EUA.  

 

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O documento diz que comandantes devem ser encorajados a procurar pistas que podem prevenir ataques como esse.

 

"O relatório levanta questões sérias sobre o nível de preparo do Departamento de Defesa para incidentes similares no futuro, especialmente incidentes simultâneos múltiplos", disse o secretário de Defesa Robert Gates.

 

De acordo com dois oficiais a par do caso, ao menos oito membros do Exército podem enfrentar punições por falharem quando Hasan demonstrou comportamento suspeito anteriormente em sua carreira militar. Os oficiais falaram em condição de anonimato porque esta informação não foi divulgada publicamente.

 

Hasan, 39, é acusado de assassinar 13 pessoas no dia 5 de novembro em Fort Hood, Texas, o pior assassinato em massa já registrado em uma base militar norte-americana. Segundo os responsáveis pela investigação, há discrepâncias entre a performance de Hasan no Exército e suas ações pessoais.

 

Também foi apurado que o nível de segurança do general não foi investigado apropriadamente. Se policiais fossem devidamente seguidos, seu acesso a dados confidenciais seria negado, segundo os responsáveis pela investigação.

 

Uma avaliação em separado da Casa branca concluiu que os departamentos de Defesa e Justiça deveriam melhorar as comunicações com "indivíduos descontentes". O estudo também concluiu que os dois departamentos deveriam conduzir uma análise mais aprofundada de certas informações.

 

Gates disse que as descobertas são inaceitáveis e ordenou o secretário do Exército, John McHugh, a instituir novos procedimentos até o verão. "Está claro que como um departamento, nós não fizemos o suficiente para nos adaptarmos às crescentes ameaças internas à segurança", afirmou Gates.

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