Relatório alerta para segurança espacial entre EUA e China

A comprovada capacidade chinesa deabater satélites torna essencial que Washington colabore comPequim para evitar uma corrida armamentista no espaço, disseuma influente instituição norte-americana na quinta-feira. No texto intitulado "China, Armas Espaciais e a Segurançados EUA", o Conselho de Relações Exteriores diz que o próximogoverno norte-americano, que toma posse em janeiro, deveatualizar sua política para "uma era onde o espaço é um domíniopotencialmente muito mais disputado do que no passado, compoucas regras". O relatório lembra que em janeiro de 2007 a China abateu umsatélite meteorológico desativado que lhe pertencia, paracomprovar uma capacidade que os Estados Unidos e a extintaUnião Soviética já haviam demonstrado na década de 1980. "Os riscos inerentes ao conflito espacial, onde interessesvitais dos EUA estão em jogo, sugerem que evitar o conflitoespacial deveria ser um importante objetivo de segurança dosEUA", diz o relatório assinado pelo consultor de tecnologia esegurança Bruce MacDonald. "Estados Unidos e China deveriam buscar opções diplomáticaspara aumentar a clareza e minimizar os mal-entendidos sobrequestões espaciais, e reduzir as chances de um conflitoacidental", diz o texto. MacDonald, diretor da Comissão Parlamentar sobre a PosturaEstratégica dos EUA, recomenda uma mistura de programasespaciais defensivos e diplomacia com a China. "Ambos os países têm interesse em evitar o real uso dasarmas antiespaciais e em moldar um ambiente espacial maisestável e seguro para si e para outras nações que saem aoespaço." MacDonald disse que, ao contrário da China, a defesamilitar dos EUA depende muito de satélites e outrosequipamentos espaciais, e que isso gera uma vulnerabilidade quepoderia ser explorada em caso de conflito. "O Exército de Libertação Popular antevê a possibilidade deconflito no espaço e estão se preparando para isso", disse eleem Washington, acrescentando que a doutrina espacial chinesanão é plenamente compreendida por ocidentais. A China rejeitou as críticas pela destruição do satélite em2007 e diz publicamente que é contra a militarização do espaço. (Reportagem de Paul Eckert)

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.