Relatório denuncia abuso da polícia de NY contra Ocupe Wall Street

A polícia de Nova York empregou força excessiva, fez detenções injustificadas e vigilância disseminada, violando os direitos dos manifestantes do movimento "Ocupe Wall Street", denunciou um relatório feito por um grupo de advogados de direitos humanos nesta quarta-feira.

Reuters

25 de julho de 2012 | 21h07

O relatório documentou 130 incidentes de supostos abusos por autoridades de segurança e defendeu a criação de uma superintendência geral para monitorar o Departamento de Polícia de Nova York.

"Muitas das alegações relatadas individualmente indicam claras violações da obrigação do governo de defender os direitos de reunião e expressão", disse o relatório da Agência Global de Justiça, da Escola de Direito da Universidade de Nova York, e da Agência Internacional de Direitos Humanos Walter Leitner, na Escola de Direito Fordham.

"Quando consideradas em conjunto, surge um mapeamento complexo de supressão de protesto."

Autoridades policiais e o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, defenderam a reposta da cidade aos protestos do Ocupe Wall Street, que começaram em setembro em oposição à desigualdade econômica e resultaram em milhares de detenções, a maioria por pequenos delitos.

Relatórios futuros irão incluir análises da reação policial aos protestos em Boston, Oakland, San Francisco e Charlotte.

(Reportagem de Joseph Ax)

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