Religião tem pouco impacto na corrida eleitoral dos EUA--pesquisa

As crenças religiosas do presidente Barack Obama e de seu rival republicano, Mitt Romney, terão pouco peso na eleição presidencial de novembro, mostrou uma pesquisa nesta quinta-feira.

Reuters

26 de julho de 2012 | 14h15

Sessenta por cento dos eleitores estão conscientes de que Romney é mórmon, e 81 por cento dizem que não se importam, de acordo com a pesquisa do Pew Research Center. O nível de consciência é quase inalterado em relação a quatro meses atrás, durante as eleições primárias republicanas.

"O desconforto com a religião de Romney tem pouco impacto sobre as preferências de voto", disse o relatório Pew.

"Os republicanos e os evangélicos brancos esmagadoramente apoiam Romney, independentemente de seus pontos de vista sobre a fé dele, e os democratas e seculares se opõem a ele, independentemente de sua impressão (sobre a questão)."

Os Estados Unidos nunca tiveram um presidente mórmon.

Obama é cristão, mas a visão de que é muçulmano persiste após quase quatro anos de mandato, já que 17 por cento dos eleitores afirmaram que ele é muçulmano. Quarenta e nove por cento dizem que ele é cristão, abaixo dos 55 por cento perto do fim da sua campanha de 2008, e 31 por cento dizem que não sabem a religião de Obama.

Entre os republicanos conservadores, 34 por cento dizem que o democrata Obama é muçulmano, mostrou a pesquisa.

De forma geral, 45 por cento dos eleitores estão confortáveis ??com a religião de Obama, 5 por cento dizem que não se importam e 19 por cento sentem-se desconfortáveis.

Cerca de dois terços dos eleitores - 67 por cento - concordam com a afirmação "é importante para mim que um presidente tenha fortes crenças religiosas". O nível pouco se alterou na última década.

Mas 66 por cento se opõem a que igrejas ou cultos endossem candidatos políticos.

A pesquisa telefônica foi realizada pelo Fórum sobre Religião e Vida Pública do Pew e do Centro de Pesquisas Pew para o Povo e Imprensa entre os dias 28 de junho e 9 julho.

A pesquisa questionou 2.973 adultos, incluindo 2.373 eleitores registrados. A margem de erro para os adultos foi de 2,1 pontos percentuais e 2,3 pontos percentuais para os eleitores.

(Reportagem de Ian Simpson)

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