Republicano Perry nega ter vazado acusações contra rival

O candidato à nomeação republicana para concorrer à presidência dos Estados Unidos Rick Perry negou as acusações do rival Herman Cain de que sua campanha foi responsável por vazar acusações contra ele de assédio sexual, fato que abalou a tentativa de Cain de chegar à Casa Branca em 2012.

STEVE HOLLAND, REUTERS

03 de novembro de 2011 | 14h49

"Não há ninguém em minha campanha que saiba algo sobre isso, que seja associado à minha campanha, em alguma forma. Fim de história. Isso é uma daquelas coisas que estão tão claras quanto posso dizer", afirmou Perry ao site conservador RedState.com na noite de quarta-feira.

Cain foi acusado por pelo menos três mulheres de assédio sexual quando chefiava a Associação Nacional de Restaurantes, em meados dos anos 1990. A questão tem estado no foco nos últimos dias na corrida pela escolha do candidato republicano para enfrentar o presidente democrata Barack Obama nas eleições de novembro do ano que vem.

Cain, que lidera as pesquisas de intenção de voto dos republicanos, dois meses antes do início do processo de votação para a nomeação, pôs a culpa tanto na mídia quanto na campanha de Perry por espalhar a informação sobre o caso com intuito de prejudicar a campanha dele.

Comentaristas políticos disseram que Perry se beneficiaria de um colapso na campanha de Cain, na luta de ambos para se tornar a alternativa conservadora ao mais moderado Mitt Romney.

Ao mesmo tempo, muitos analistas acreditam que Cain eventualmente cairia de qualquer forma, já que o ex-executivo de pizzarias tem pouca experiência política e cometeu recentemente uma série de deslizes.

Mas o empresário, de 65 anos, saiu na frente de Romney ou está empatado com ele nas pesquisas nacionais e em Iowa, estado que terá a primeira eleição para a escolha do candidato, em 3 de janeiro.

Uma controvérsia prolongada sobre Cain pode não ajudar ninguém na corrida republicana para disputar com Obama, que não está mais caindo nas pesquisas e pode estar ganhando força com suas críticas a congressistas republicanos por bloquearem a proposta de lei para o mercado de trabalho.

"Ainda que o lançamento de acusações sem fundamento possa servir de distração temporária dos problemas crescentes do Sr. Cain, esperamos que todos possam seguir com a questão séria de escolher o melhor candidato para derrotar Barack Obama", afirmou o porta-voz de Perry, Ray Sullivan.

A controvérsia sobre Cain se espalhou tanto no lado de Perry quanto no do ex-governador de Massachusetts, Romney, que os assessores de Perry sugeriram estar por trás do vazamento das acusações. A campanha de Romney nega.

Cain disse à revista Forbes que acredita que um ex-funcionário que agora trabalha para Perry, Curt Anderson, seja a fonte original da história publicada pelo site de notícias Politico, no domingo, relatando as acusações de assédio.

Anderson negou. "Tenho grande respeito por Herman e seu caráter e nunca falaria mal dele, nem abertamente nem no anonimato", disse.

Joel Bennett, advogado de uma das mulheres que acusam Cain, disse que sua cliente havia decidido não ir a público ou fazer um pronunciamento público, para se proteger da agitação da mídia.

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