Republicanos apoiam plano de Obama para combater Estado Islâmico

O líder republicano da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos expressou seu apoio nesta quinta-feira à campanha liderada pelo presidente Barack Obama contra os militantes do Estado Islâmico, mas membros de seu partido questionaram se o plano, que depende basicamente de realizar ataques aéreos e armar sírios rebeldes, é forte o suficiente.

PATRICIA ZENGERLE E AMANDA BECKER, REUTERS

11 de setembro de 2014 | 20h38

Obama enviou um grupo de altos funcionários do governo para o Capitólio para persuadir o Congresso dos Estados Unidos a ampliar as operações contra os militantes sunitas, incluindo ataques aéreos dos EUA na Síria pela primeira vez e mais conselheiros militares no Iraque.

Em um discurso televisionado na quarta-feira à noite, o presidente democrata declarou que lideraria uma aliança para erradicar o Estado Islâmico, mergulhando os Estados Unidos em dois conflitos em que quase todos os países do Oriente Médio têm uma participação.

A Casa Branca argumentou que Obama não precisa de uma autorização formal do Congresso para a empreitada, mas quer o apoio dos congressistas para mostrar uma frente unida contra os adversários.

O presidente da Câmara, John Boehner, disse que Obama tinha feito uma "persuasão convincente pela ação", mas afirmou que o presidente deve fornecer aos republicanos mais detalhes sobre sua estratégia. "É importante dar ao presidente o que ele pediu", disse ele em entrevista coletiva.

Os líderes republicanos do Congresso em geral apoiam os planos de Obama, mas devem trabalhar para unir as várias facções dentro do seu partido, incluindo membros profundamente céticos quanto à liderança e os gastos dos planos de Obama e outros que querem que os Estados Unidos reduzam drasticamente seu envolvimento militar fora do país.

Boehner disse que os membros republicanos da Casa têm dúvidas sobre se o plano de Obama pode cumprir sua missão de destruir um grupo militante cujos combatentes mataram milhares de pessoas nos últimos meses.

"Um F-16 não é uma estratégia. E ataques aéreos por si só não vão conseguir o que estamos tentando atingir. O presidente deixou claro que ele não quer pôr os pés no chão, bem então os pés de alguém terão de pisar no terreno", disse o representante de Ohio.

O Estado Islâmico é um grupo sunita que abarca uma visão radical de um Oriente Médio governado por preceitos do século 7. Seus combatentes lutam contra um governo liderado pelos xiitas no Iraque e um governo liderado pelo presidente sírio Bashar al-Assad, um seguidor de uma ramificação do islamismo xiita.

Boehner disse que nenhuma decisão tinha sido tomada sobre como a Casa pode votar pedido de Obama para autorização de financiamento de 500 de milhões de dólares em financiamentos para armar e treinar rebeldes moderados que travam três anos de uma longa guerra contra Assad.

Um porta-voz disse que a Casa Branca gostaria que o Congresso incluísse a autorização em um projeto de lei para financiar as operações do governo, pedindo uma resolução perene, que deve ser voltada na próxima semana.

(Reportagem adicional de David Lawder, Richard Cowan, Susan Heavey, Roberta Rampton e Doina Chiacu)

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