Republicanos criticam julgamento de terrorista em Washington

Plano de segurança para trazer Hambali de Guantánamo vazou; republicanos não concordam com medida

Associated Press,

15 de janeiro de 2010 | 20h43

O governo Obama está conduzindo uma intensa revisão de segurança como parte de um plano para trazer um dos mais notáveis suspeitos de terrorismo do mundo, Riduan Isamuddin, da Baía de Guantánamo para Washington, onde Isamuddin será julgado, oficiais disseram nesta sexta-feira, 15.

 

Críticos republicanos afirmaram que o plano deixaria a cidade mais perigosa, pois comprometeria métodos da inteligência norte-americana ao chamar a atenção para Isamuddin e dois associados. Isamuddin, mais conhecido como Hambali, é tido como a principal ligação entre a Al-Qaeda e o Jemaah Islami, grupo terrorista culpado pela explosão de um clube noturno em Bali onde 202 pessoas morreram em 2002.

 

"Um plano como esse é inaceitável, e eu vou me opor a ele veementemente", declarou o republicano Frank R. Wolf em uma carta ao procurador-geral Eric Holder. Wolf citou o que ele disse ser previsões que ele recebeu sobre ameaças terroristas aos EUA.

 

"Se o povo americano soubesse dessas ameaças, eles nunca iriam tolerar a transferência destes detentos para junto da população urbana", escreveu.

 

O plano sob revisão no Departamento de Justiça foi descrito por vários oficiais norte-americanos que falaram sob anonimato, porque não foram autorizados a discutir reuniões privadas sobre planos. Os oficiais disseram que uma decisão pode ser tomada em questão de semanas.

 

Outros julgamentos também podem ocorrer em Washington e Nova York, o que significa que os mais importantes julgamentos de terroristas seriam conduzidos nas duas cidades atingidas nos ataques de 11 de setembro.

 

Em suas críticas ao procurador-geral, Wolf disse que os julgamentos deviam acontecer em Guantánamo, ou, em segundo caso, em bases de segurança longe de qualquer centro urbano dos EUA.

 

Após sua captura em 2003, Hambali esteve entre os suspeitos que ficaram por anos em prisões secretas da CIA. Oficiais da inteligência norte-americana o ligaram publicamente à tentativa de assassinato de um embaixador filipino e às explosões coordenadas de igrejas indonésias no ano-novo do ano 2000. Em 3007, Hambali, 43, apareceu antes de um tribunal militar preliminar e negou qualquer conexão com a Al-Qaeda.

 

O Departamento de Justiça declarou que uma decisão final no caso de Hambali ainda não foi tomada.

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