Republicanos defendem reconfigurar cortes no Orçamento dos EUA

Os republicanos tentarão poupar programas de defesa ao buscar uma reconfiguração dos cortes de gastos de 1,2 trilhão de dólares que devem ser efetuados a partir de 2013, após o fracasso do super-comitê do Congresso dos EUA para discutir um plano de redução de déficit, segundo um importante senador do partido.

VICKI ALLEN, REUTERS

27 de novembro de 2011 | 17h48

"Eu acho que há um amplo consenso de que os cortes estavam pesando demais sobre a nossa capacidade de defesa e poderiam realmente restringir a nossa capacidade de defender essa nação", disse o senador Pat Toomey, membro do chamado super-comitê.

"Dessa forma, eu acho que é importante nós mudarmos a configuração", afirmou Toomey neste domingo num programa da rede ABC.

Numa outra rede de TV norte-americana, a NBC, o senador Charles Schumer declarou também neste domingo que os democratas estão dispostos a analisar outras maneiras para cobrir os custos de cortes de impostos trabalhistas, se o plano do partido de pagar isso com uma taxa sobre grandes fortunas não passar no Senado nesta semana.

O presidente Barack Obama ameaçou na semana passada vetar qualquer esforço para desfazer o corte automático de gastos de 1,2 trilhão de dólares para os próximos dez anos. Os cortes são divididos entre programas domésticos e militares e podem ser disparados depois do fracasso do super-comitê em chegar a um acordo.

O comitê de 12 integrantes não chegou a resultados. Republicanos disseram que os democratas não quiseram avaliar os programas de saúde que poderiam atolar a economia, e democratas acusaram os republicanos de recusar a aumentar os impostos dos ricos e diminuir a desigualdade fiscal.

O senador Toomey afirmou que o presidente, do Partido Democrata, estava "sugerindo que ele vetaria qualquer tentativa para eliminar as porções" dos cortes. "Não me lembro de ele ter ameaçado vetar de forma categórica uma mudança de configuração", disse.

No entanto, Schumer disse que os cortes devem pesar iguais para programas militares e domésticos, para dar a republicanos e democratas um incentivo para chegar a um plano amplo de redução do déficit, antes dos cortes se iniciarem em 2013.

"Se você tira uma dessas facas" dos cortes programados para os programas de defesa, apoiados pelos republicanos, e os domésticos, apoiados pelos democratas, não há incentivo para negociar", disse Schummer.

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