Republicanos não conseguirão tirar economia do buraco, diz Obama

Em campanha, presidente afirma que ideias da oposição são as mesmas de sempre

AP e Reuters,

22 de outubro de 2010 | 20h57

Obama cumprimenta jovens eleitores em universidade da Califórnia

 

LOS ANGELES- O presidente Barack Obama acusou nesta sexta-feira, 22, os republicanos de espalharem mentiras sobre a economia americana enquanto fazia campanha na Califórnia, tentando ganhar votos para impedir que os democratas percam a maioria no Senado.

 

O presidente fez um comício em Los Angeles ao lado da veterana senadora californiana Barbara Boxer, que enfrentará nas urnas Carly Fiorina, ex-principal executiva da empresa Hewlett-Packard.

 

Obama se dirigiu aos eleitores latinos, estudantes universitários, mulheres e outros setores enquanto busca incentivar as candidaturas de aliados cruciais no Congresso.

 

Depois, o governante se dirigiu a Nevada, para se juntar ao líder da maioria no Senado, Harry Reid, que também está em uma árdua campanha para se manter no poder.

 

"Esta é uma escolha entre as políticas que nos levaram a essa bagunça e as políticas que nos tirarão ela", disse Obama a uma multidão de cerca de 37 mil pessoas na University of Southern California, apenas 11 dias antes das cruciais eleições legislativas do país.

 

O presidente reconheceu que os problemas econômicos prejudicaram a campanha de seus companheiros de partido, mas ressaltou que os republicanos não têm a resposta para as situações enfrentadas pelo país.

 

"Eles estão se apegando às mesmas ideias ultrapassadas que vendiam antes", afirmou Obama, se referindo às políticas da era Bush que colocaram "a economia em um buraco da qual ela ainda não saiu".

 

Os republicanos, por sua vez, dizem que Obama atrapalhou a recuperação pós-crise do país, com gastos públicos exorbitantes, crescimento da taxa de desemprego e outras políticas.

 

O presidente também pediu que os eleitores continuem apoiando os democratas no próximo pleito, apesar da situação ser adversa ao entusiasmo que o levou à presidência em 2008.

 

Muitas pesquisas indicam que a oposição irá conseguir o controle da Câmara dos Representantes nas eleições de 2 de novembro, o que pode barrar a agenda legislativa de Obama.

 

No Senado, por sua vez, os estudos mostram que os democratas perderam cadeiras, mas ainda manterão uma pequena maioria.

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