Republicanos qualificam programa de espionagem da NSA como 'armadilha'

O Partido Republicano chamou nesta sexta-feira o programa de vigilância eletrônica da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos como uma "armadilha" que viola os direitos de privacidade dos norte-americanos e exortou os parlamentares a aprovarem restrições.

Reuters

24 de janeiro de 2014 | 22h00

A vasta coleta de dados de telefonia dos EUA revelada no ano passado pelo ex-agente de espionagem Edward Snowden gerou uma tempestade de críticas, o que levou o presidente do país, Barack Obama, a anunciar reformas na agência na semana passada.

As medidas não acabarão com o programa de espionagem eletrônica dos EUA, incluindo uma parte do Ato Patriota aprovado durante a gestão do presidente republicano George W. Bush depois dos atentados de 2001 que permitiu as polêmicas atividades de inteligência da NSA.

O Comitê Nacional Republicano condenou a enorme coleta de dados pessoais de norte-americanos em uma resolução adotada em sua reunião anual nesta sexta-feira.

"A espionagem injustificada do governo é uma intromissão indevida aos direitos humanos básicos que ameaça os próprios fundamentos da sociedade democrática, e este programa representa uma grave violação da liberdade de associação e do direito à privacidade ao ir além dos limites permitidos pelo Ato Patriota", disse a resolução.

A resolução instou parlamentares republicanos a apoiar projetos que limitem o programa de espionagem eletrônica "para deixar claro que a inteligência injustificada sobre a atividade de Internet, registros de telefonemas ou correspondência" nos EUA é ilegal.

(Reportagem de Doina Chiacu e John Whitesides)

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