Republicanos se rendem à tecnologia na corrida pela Casa Branca

Na corrida presidencial norte-americana de 2008, Barack Obama ficou famoso por utilizar com eficácia as novas tecnologias para arrecadar dinheiro, mobilizar os eleitores e levar sua mensagem de mudança. Na campanha deste ano, os seus adversários estão determinados a virar a mesa.

PETER HENDERSON, REUTERS

17 Maio 2012 | 14h42

Os assessores políticos republicanos, alguns com apoio financeiro dos bilionários irmãos Koch e de outros, estão lançando uma série de grandes projetos que tiram proveito de tecnologias de banco de dados avançadas para gerenciar campanhas e atingir eleitores com mensagens personalizadas.

Poucos duvidam que os partidos políticos e facções que conseguirem ganhar vantagem na guerra de dados estarão em uma boa posição no dia da eleição -e poderiam potencialmente obter vantagens institucionais que pagarão dividendos nos próximos anos.

Aplicativos para o iPhone, uma gestão de campanha baseada na Internet e o envio de mensagens personalizadas aos eleitores são alguns dos serviços construídos em torno da tecnologia de banco de dados que a esquerda tem usado para encontrar e motivar os eleitores.

As pessoas que estão no ramo da tecnologia política, cada vez mais competitivo, dizem que a indústria ainda está em fase inicial, com o potencial de coleta de dados em massa dos meios de comunicação social e computação móvel apenas começando a ser explorado.

No entanto, a área já está criando tensão entre ativistas de base desconfiados dos grandes bancos de dados centralizados e dos profissionais políticos que se consideram essenciais.

"Se você estiver conversando com alguém de base, ativistas do Tea Party, eles estão cansados do controle centralizado", disse Steven Kuivenhoven, um organizador do Tea Party de Michigan que está evitando os grupos de tecnologia sediados em Washington.

Ao longo da última década, o partido Republicano construiu uma enorme base de dados de eleitores para a eleição de 2004, enquanto os Democratas na última eleição presidencial reuniram um banco de dados independente chamado Catalist que melhorou a cooperação entre os grupos aliados.

Este ano, grupos de fora estão comandando, especialmente no lado conservador, indicando o poder crescente dos comitês de ação política e grupos de defesa.

AJUDA DOS IRMÃOS KOCH

Em 2008, o Catalist ajudou a esquerda a ganhar a batalha da tecnologia. O banco de dados permitiu que sindicatos e a campanha de Obama gerenciassem voluntários sem um invadir o campo do outro. Enquanto isso, os analistas poderiam procurar por padrões em oceanos de dados que tinham sido mantidos em listas pequenas por grupos separados.

Agora, Charles e David Koch, que silenciosamente financiam organizações libertárias, como o Instituto Cato e o influente Centro Mercatus na George Mason University, estão por trás de um esforço que pretende fazer para a direita o que o Catalist fez para a esquerda.

Chamado de Themis, o grupo independente é o mais ambicioso dos muitos projetos de tecnologia política dos conservadores em desenvolvimento. Pessoas com conhecimento direto do grupo, bem como veteranos da indústria de tecnologia política, dizem que ele tem o apoio dos irmãos Koch, embora seus nomes não apareçam em nenhum documento anual regulatório e porta-vozes da Koch Industries não tenham respondido aos pedidos para comentar.

Os Kochs controlam a Koch Industries, conglomerado de recursos naturais sediado em Wichita, Kansas, que refina petróleo, produz químicos e detém a empresa de papel Georgia-Pacific. O presidente-executivo, Charles Koch, e seu irmão David valem 25 bilhões de dólares cada um, segundo a Forbes.

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