Resultados do primeiro giro de Hillary à frente da chancelaria

Secretária de Estado passou pelo Oriente Médio e Europa; confira um ponto a ponto da importante viagem

da Redação, com agências internacionais,

06 de março de 2009 | 18h14

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, faz seu primeiro giro à frente da chancelaria nesta semana. Ela já passou pelo Oriente Médio e Europa, e no sábado chega na Turquia. Leia abaixo um ponto a ponto dos principais momentos e resultados da viagem de Hillary.   Segunda-feira (2) No Egito, Hillary participa de conferência de doadores para a Faixa de Gaza   Em sua primeira viagem no Oriente Médio, Hillary declarou a líderes árabes e europeus no Egito que os EUA estão "comprometidos com uma paz abrangente entre Israel e seus vizinhos árabes" e "a perseguirá de muitas formas". Os EUA prometeram US$ 900 milhões de ajuda aos palestinos na conferência de doadores realizada na segunda-feira, que levantou US$ 5,2 bilhões.    Terça-feira (3) Em Jerusalém, reúne-se com autoridades do governo de Israel   A secretária de Estado prometeu pressionar pela criação de um Estado palestino, pondo Washington em uma possível rota de colisão com Benjamin Netanyahu, designado para formar o futuro governo de Israel. Netanyahu, com quem Hillary se reuniu mais tarde, tem falado sobre um autogoverno palestino, mas evitado dizer se respaldará a visão dos EUA de dois Estados para o conflito no Oriente Médio.   Após se reunir com o presidente israelense, Shimon Peres, Hillary manifestou o apoio dos EUA a Israel, sem importar o tipo de governo que surgirá das atuais negociações para formar um governo de coalizão. Em encontro com o ministro de Defesa, Ehud Barak, Hillary pediu a abertura das fronteiras com a Faixa de Gaza para o amplo envio de ajuda humanitária.   Em mais uma indicação de mudança de direção na diplomacia para o Oriente Médio, o governo do presidente americano, Hillary anuncia o envio de dois funcionários de alto escalão à Síria. A missão dos funcionários será iniciar negociações com o regime do presidente Bashar Assad. A dupla chega ao país no sábado, 6.   Quarta-feira (4) Reúne-se com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, na Cisjordânia   A secretária de Estado dos EUA prometeu se envolver pessoalmente nas negociações de um acordo na região e disse que a ordem israelense de demolição de casas palestinas em Jerusalém Oriental "não ajuda" os esforços de paz. Hillary prometeu levar a questão ao governo israelense, argumentando que a decisão viola o plano Mapa da Estrada - a proposta de paz articulada por EUA, União Europeia, Rússia e ONU.   Quinta-feira (5) Participa de reunião de chanceleres da Otan na Bélgica   Hillary participou pela primeira vez do encontro. Os ministros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) decidem retomar as relações formais da aliança com a Rússia na esperança de conseguir mais apoio de Moscou em sua batalha para estabilizar o Afeganistão. Os laços entre as partes foram suspensos em agosto, após a ofensiva do Kremlin na Geórgia.   Antes do anúncio, Hillary havia pedido uma nova fase das relações da aliança com Moscou, mas com a ressalva de que as portas da organização deveriam continuar abertas para a Geórgia e Ucrânia - adesão à qual o Kremlin se opõe.   Hillary ainda disse que chegou o momento de explorar um "novo começo" com o governo russo. Segundo ela, os russos poderiam ajudar no plano de estabilização do Afeganistão, além de contribuir para temas como o controle de armas e as questões referentes ao Irã e à Coreia do Norte. Hillary assegurou que os EUA estão comprometidos a reforçar a aliança transatlântica e impulsionar uma "Europa forte."   Sexta-feira (6) Reúne-se com o chanceler russo na Bélgica e anuncia 'recomeço' em relações   Hillary dá continuidade à estratégia do governo do presidente Barack Obama de se reaproximar da Rússia ao se encontrar com o ministro do Exterior russo, Sergei Lavrov, em Genebra. Após a reunião, ele prometeu um "recomeço" na relação entre os dois países e obteve a promessa de Moscou em cooperar contra as ameaças nucleares do Irã e Coreia do Norte.   A chefe da diplomacia americana afirmou ainda aos jornalistas que, em sua reunião com o chanceler russo, falou-se de "tudo" e "nada ficou fora da mesa". No entanto, ela ressaltou que EUA e Rússia têm consciência de que relançar do zero a relação bilateral, como deseja a administração Obama, "levará tempo", mas afirmou que têm "muita esperança" nisso.   Sábado (7) Reúne-se com autoridades na Turquia   Hillary vai à Turquia para pedir por uma maior participação na missão militar internacional no Afeganistão e que permita o uso de solo turco para a retirada das tropas americanas no Iraque.

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