Reunião bipartidária de Obama é adiada por problemas de agenda

Republicanos pedem novo agendamento; democratas sofreram derrota nas eleições legislativas

Efe,

17 de novembro de 2010 | 00h14

WASHINGTON- A Casa Branca anunciou nesta terça-feira, 16, que a reunião do presidente Barack Obama com líderes dos dois partidos no Congresso, prevista para 18 de novembro, foi adiada para o dia 30 do mesmo mês por "problemas de agenda dos republicanos".

 

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Segundo o governo, o encontro foi adiado a pedidos do líder da minoria do Senado, Mitch McConnell, e do líder da minoria da Câmara dos Representantes, Joh Boehner.

 

"Devido a conflitos de programação na organização de suas assembleias, a reunião do presidente com os líderes de ambos os partidos agora será realizada na Casa Branca na terça, 30 de novembro".

 

Após o triunfo republicano nas eleições legislativas do passado 2 de novembro, Obama abriu uma ofensiva para conquistar os republicanos e os expressou sua disposição a colaborar e trabalhar conjuntamente nos assuntos prioritários para o país.

 

Entre os convidados para a cúpula entre os dois partidos, está a atual presidente da Câmara, Nancy Pelosi, o presidente da maioria democrata nesta casa, Steny Hoyer, e o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid.

 

Pela parte republicana, comparecerão o provável novo presidente da Câmara, John Boehner, e seu "número dois", Eric Cantor, junto ao líder da minoria republicana no Senado, Mitch McConnell.

 

Segundo adiantou o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, estava previsto que o encontro, uma reunião de trabalho e um jantar "social", seja o primeiro de toda uma série.

 

Obama também marcou para 2 de dezembro uma reunião com os governadores do país, a maioria deles republicanos.

 

Nestas eleições, a oposição conquistou o controle da Câmara dos Representantes com 60 cadeiras, e também conseguiu importantes avanços no Senado, onde arrebatou ao menos seis assentos dos democratas.

 

O Congresso continuará funcionando com sua atual composição de maioria democrata até janeiro, quando começará o mandato dos escolhidos no pleito de novembro.

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