Revogação do veto a gays no Exército perde força no Senado dos EUA

Segundo 'Wall Street Journal', senadores negociam exclusão do veto à política 'don't ask, don't tell'

Efe,

08 de novembro de 2010 | 21h29

WASHINGTON- A possível revogação do veto a homossexuais nas Forças Armadas dos Estados Unidos está perdendo impulso no Senado, onde legisladores negociam a exclusão da reforma, informou a edição digital do The Wall Street Journal nesta segunda-feira, 8.

 

Os principais líderes do Comitê de Serviços Armados do Senado, o democrata Carl Levin e o republicano John McCain, negociam eliminar a revogação da medida do projeto de lei de gastos de defesa, segundo o jornal.

 

Se Levin e McCain conseguirem um acordo, o veto da medida "Don't ask, don't tell", que proíbe a participação de soldados abertamente gays e lésbicas no Exército, ficaria praticamente sem nenhum veículo legislativo.

 

Em setembro passado, os republicanos conseguiram bloquear o debate sobre o projeto de lei de gastos de defesa, nos quais os democratas haviam incluído a remoção do veto atual e o chamado "Dream Act" para a legalização de estudantes sem documentação.

 

A revogação do veto a gays nas Forças Armadas, em vigor desde 1993, teria ainda menos possibilidades no ano que vem, após a vitória dos republicanos nas últimas eleições legislativas, nas quais a oposição recuperou o controle da Câmara de Representantes e reduziu a maioria democrata do Senado.

 

O presidente Barack Obama reiterou várias vezes seu desejo de que homossexuais possam participar do serviço militar. O secretário de Defesa Robert Gates fez essas mesmas declarações no domingo.

 

No entanto, segundo especialistas, é mais provável que o destino da política "don't ask, don't tell" seja decidido somente nos tribunais.

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