Rice assina contrato com agência de talentos de Hollywood

Empresa vai representar a ex-secretária de Estado de Bush em conferências, livros e aparições televisivas

Efe,

23 de janeiro de 2009 | 09h11

A ex-secretária de Estado americana Condoleezza Rice assinou um contrato com a agência de talentos de Hollywood Williams Morrys (WMA), que a representará em suas conferências, livros ou aparições televisivas, informou na quinta-feira, 22, a revista Variety.  Rice, que deixou o cargo na terça-feira, se torna assim um dos primeiros membros da Administração Bush a reconduzir sua carreira política, só que para o mundo dos negócios. Além de fechar contratos para livros e aparições em conferências e programas de TV, a WMA também conduzirá as negociações para a participação da ex-chefe da diplomacia americana em iniciativas filantrópicas. De fato, em breve Rice escreverá dois livros: um sobre sua carreira diplomática e outro sobre seus pais, o reverendo John Wesley Rice Jr. e Angelena Ray, aos quais se refere como "evangelistas da educação", por sua insistência na busca pela excelência acadêmica. A expectativa é que outros membros da Administração de George Bush, incluindo o próprio ex-presidente e sua mulher, Laura, também escrevam suas memórias nos próximos meses. O codiretor de operações da WMA, Wayne Kabak, destacou que o interesse da agência em Rice se deve a seu "impressionante currículo", a seu talento como pianista e ao fato de ser uma grande fã da Liga Nacional de Futebol americano. "Isso nos une muito mais que os livros e as conferências. Estamos aqui para ajudá-la a criar e a impulsionar uma agenda que é muito importante para ela em sua carreira pós-governo", comentou Kabak. Essa agenda incluirá atos relacionados à música clássica, ajudas à educação universitária de estudantes desfavorecidos e iniciativas dirigidas a transformar crianças americanas em "cidadãos do mundo". Segundo Kabak, a ex-vice-reitora da universidade de Stanford pode aparecer na TV na qualidade de promotora desses atos, mas não virará uma analista política. "Ela não está interessada em ser uma secretária de Estado nos bastidores nem em frequentar reuniões matutinas no dia seguinte a um grande acontecimento. Não é o que ela quer fazer", acrescentou.

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