Rice e Gates vão ao Oriente Médio em busca de apoio árabe

Conversas serão concentradas em venda de armas dos EUA para a Arábia Saudita e outros países aliados

Efe

29 Julho 2007 | 13h23

Os secretários americanos de Estado, Condoleezza Rice, e de Defesa, Robert Gates, viajam nesta segunda-feira ao Oriente Médio em busca de apoio dos países árabes ao Iraque e a uma conferência de paz entre israelenses e palestinos.   A primeira escala de Condoleezza e Gates será o balneário egípcio de Sharm el-Sheikh, onde se reunirão com os ministros de Assuntos Exteriores do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), da Jordânia e do Egito, na terça-feira.   Mais tarde, irão à Arábia Saudita, onde serão recebidos pelo rei Abdullah na cidade de Jidá. Depois, Condoleezza viajará a Jerusalém e Ramala, para falar com autoridades israelenses e palestinas antes de retornar a Washington, na quinta-feira.   Os principais encontros serão com as autoridades sauditas, que os secretários americanos pressionarão para que ofereçam mais apoio ao Iraque. Washington acredita que Riad pode ajudar mais na questão, segundo fontes dos EUA.   Boa parte das conversas será concentrada em uma venda de armas no valor de US$ 20 bilhões dos EUA para a Arábia Saudita e outros países aliados no Golfo Pérsico. O plano foi divulgado no sábado e oCongresso dos EUA deve ratificá-lo.   Washington nega que a decisão tenha como objetivo apresentar uma ''isca" a Riad em troca de mais colaboração em relação ao Iraque. Os EUA afirmam que é uma medida para fortalecer os países aliados frente ao Irã.   Os parceiros dos EUA no Golfo Pérsico hesitam em apoiar o Governo xiita no Iraque, mais próximo às posições iranianas que aos regimes sunitas dos demais países na região.   A imprensa americana afirma que os sauditas ofereceram apoio financeiro a grupos sunitas no Iraque e que o Governo americano está cada vez mais preocupado com o papel "contraproducente" de Riad no Iraque.   Apoio   Quase metade dos militantes estrangeiros que entram por mês no Iraque, calculados entre 60 e 80, passam pela Arábia Saudita e o Governo do reino não faz nada para impedir, disse o jornal The New York Times, na sexta-feira.   No mesmo dia, em uma teleconferência, uma autoridade do Departamento de Estado afirmou que os países sunitas vizinhos ao Iraque devem enviar uma mensagem de apoio ao Governo do primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki.   "Queremos ver todos os países vizinhos, em particular parceiros-chaves, como a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, desempenhando no Iraque o papel de apoio construtivo que cabe a eles e a nós para enfrentar as forças negativas na região".   A visita de Condoleezza Rice e Robert Gates ao Oriente Médio foi anunciada há duas semanas pelo presidente dos EUA, George W. Bush. O discurso dele reiterou o apoio ao processo de paz no Oriente Médio e, em particular, ao presidente palestino, Mahmoud Abbas - que governa da Cisjordânia depois que a Faixa de Gaza foi tomada pelo Hamas, em junho.   No discurso, Bush anunciou a realização, no próximo trimestre, de uma conferência internacional de paz, com o objetivo de dar um novo impulso às negociações entre israelenses e palestinos.   O encontro, que pode ser realizado em Nova York, em setembro, teve apoio geral por parte dos países árabes. Eles consideram que Washington deve dedicar mais atenção à situação do Oriente Médio como um todo e menos ao Iraque em particular.  

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