Romney pode conseguir um nocaute antecipado?

A campanha de Mitt Romney fez o que podia nesta semana para diminuir as expectativas, mas ninguém realmente acreditou. Enquanto seis dos candidatos à indicação republicana para presidente percorriam Iowa, havia o sentimento de que Romney poderia estar em posição de garantir a indicação bem mais cedo do que se poderia esperar poucos dias atrás.

SAM YOUNGMAN E JEFF MASON, REUTERS

30 de dezembro de 2011 | 13h35

Pedindo aos eleitores de Iowa para votar no "caucus" que inicia o processo de indicação na próxima terça-feira, Romney e seus assessores se surpreenderam com o tamanho e o entusiasmo dos grupos em jantares e cafeterias.

Duas novas pesquisas -uma da Public Policy Polling mostrando o governador de Massachusetts em segundo lugar, logo atrás do congressista texano Ron Paul; outra da CNN mostrando Romney na frente- sugeriram que a dinâmica da corrida estava mudando em favor de Romney, que tem ampla vantagem nas pesquisas em New Hampshire, cujas primárias acontecerão em 10 de janeiro.

Na quarta-feira, o candidato estava tendo dificuldades em conter um sorriso diante da chance de dar um golpe tão grande ainda no início da temporada das primárias.

"Eu simplesmente não posso me permitir pensar em temos tão otimistas", disse Romney durante uma parada em uma padaria em Clinton, Iowa.

As pesquisas também dizem que o ex-presidente da Câmara Newt Gingrich, da Geórgia, -que liderava as pesquisas no começo de dezembro- pode ser lançado para fora da disputa antes de chegar às primárias de 21 de janeiro na Carolina do Sul, onde ele ainda lidera e onde depositou a maior parte de sua esperança.

Em Iowa, Gingrich estava em terceiro na pesquisa da Public Policy, e em quarto -atrás do ex-senador da Pensilvânia Rick Santorum- na pesquisa da CNN.

Embora ele tenha se declarado o favorito na disputa no início de dezembro, depois de fortes desempenhos em debates que o puseram entre os primeiros lugares na lista de intenção de votos, a campanha de Gingrich agora está bem mais humilde.

"Se ele quer ser um dos dois finalistas, tem que vencer em Iowa", disse Charlie Black, importante assessor na campanha presidencial de John McCain em 2008 e que apoia Romney.

"A menos que ele vença ali, ele terá muito trabalho para conseguir voltar para a disputa."

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