Romney respeitaria decisão de Israel para atacar Irã--assessor

O pré-candidato republicano à Presidência dos EUA, Mitt Romney, respeitaria uma decisão de Israel de usar força militar para impedir o Irã de desenvolver uma arma nuclear, afirmou um assessor, no domingo.

STEVE HOLLAND, Reuters

29 de julho de 2012 | 12h07

Romney se reuniu em Jerusalém com o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, na segunda etapa de uma viagem ao exterior com a intenção de reforçar suas credenciais na política externa, em sua corrida para ganhar do presidente Barack Obama na eleição presidencial do dia 6 de novembro.

Pouco antes dessas conversas, o assessor sênior de segurança nacional de Romney, Dan Senor, disse a jornalistas que viajam com o candidato:

"Se Israel tiver de tomar medidas por conta própria, a fim de impedir o Irã de desenvolver essa capacidade, o governador iria respeitar a decisão."

O comentário pareceu pôr Romney em desacordo com os esforços do presidente Barack Obama para pressionar Israel a evitar qualquer ataque preventivo antes que duras sanções econômicas ocidentais contra o Irã sejam implementadas.

Mais tarde, Senor expandiu suas declarações, dizendo que Romney sente que "devemos empregar todas e quaisquer medidas para dissuadir o regime iraniano de seu caminho nuclear."

É a "esperança fervorosa de Romney de que medidas diplomáticas e econômicas farão isso", e "nenhuma opção deve ser excluída", disse o assessor, que acrescentou que "Romney reconhece o direito de Israel de se defender, e que é correto para os Estados Unidos apoiá-lo. "

Ao lado de Netanyahu no escritório do líder israelense, Romney afirmou apenas que o esforço do Irã para se tornar uma potência nuclear "é algo que encara com grande seriedade."

O fracasso das negociações entre o Irã e seis potências mundiais para garantir um avanço em reprimir o que o Ocidente teme ser um esforço para desenvolver armas nucleares aumentou a preocupação internacional de que Israel poderia optar por um ataque militar unilateral. O Irã diz que seu programa é exclusivamente para fins pacíficos.

A visita de Romney a Israel lhe dá a oportunidade para atrair eleitores judeus e evangélicos pró-Israel e se diferenciar de Obama, que tem uma relação desgastada com Netanyahu.

(Texto de Steve Holland e Maayan Lubell)

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