Rússia faz 'jogo perigoso' na Geórgia, diz Rice

A secretária norte-americana deEstado, Condoleezza Rice, disse na segunda-feira que o Ocidenteestá determinado a evitar que a Rússia obtenha uma vitóriaestratégica com seu ataque à Geórgia. Ela alertou que Moscou está fazendo um jogo perigoso aousar seu poderio militar para reafirmar sua influência. Em viagem a uma reunião da Otan e do Conselho do AtlânticoNorte, ela disse que a Rússia quer abalar a democraciageorgiana e seu governo pró-ocidental, além de prejudicar aeconomia do país. A Rússia invadiu o seu vizinho menor há dez dias, paraproteger a autonomia da província separatista georgiana daOssétia do Sul. Na semana passada, ambas as partes assinaramuma trégua. "Estamos determinados a lhes negar seu objetivoestratégico", disse Rice a jornalistas a caminho de Bruxelas. O principal tema da reunião será como garantir que a Rússiacumpra a de desocupação feita à mediadora França. Para a secretária, a ação militar russa é parte de umrecente padrão de assertividade militar por parte de Moscou."Acho que todos reconhecem que não é a primeira vez que vemosesse problema. Tivemos a aviação estratégica desafiando até aolongo das fronteiras com os Estados Unidos, o que eu deveriacitar como um jogo muito perigoso, e talvez os russos devamreconsiderar". Há cerca de seis meses, bombardeiros estratégicos russos delongo alcance Tu95 Bear H se aproximaram do Alasca. Emresposta, caças dos EUA os escoltaram até que se retirassem. "A esperança era de que a Rússia fosse construir suafundação e suas relações com a Europa e os Estados Unidos sobrea base do patrimônio econômico, político, cultural e outros daRússia", disse Rice. "[Mas] lembrar às pessoas que os Bears podem voar perto daNoruega ou perto do Alasca e que se pode usar a força militarcontra um vizinho menor não é uma mensagem ou imagemparticularmente sedutora". Rice disse que, além de reafirmar a promessa de adesão daGeórgia à Otan, a aliança também deve reiterar o apoio a paísesdo Leste Europeu que já são participantes. A Ucrânia, outracandidata a aderir, também deve receber uma menção. "Francamente, a Rússia não pode fazer dos dois jeitos. Nãopode agir da forma como durante a Guerra Fria, quando era UniãoSoviética, e [por outro lado] esperar que seja tratada como umaparceira responsável".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.