Rússia quer 7.600 soldados em regiões separatistas da Geórgia

Os militares russos anunciaram naterça-feira a intenção de manter cerca de 7.600 soldados nasregiões separatistas da Geórgia. O chanceler Sergei Lavrovdisse que a presença prolongada impedirá a "repetição daagressão georgiana" na Ossétia do Sul e Abkházia. Rússia e Geórgia travaram uma breve guerra em agosto,depois que Tbilisi enviou tropas para tentar recuperar ocontrole da Ossétia do Sul, atraindo uma esmagadora reaçãorussa, amplamente condenada no Ocidente. O ministro russo da Defesa, Anatoly Serdyukov, revelou osfuturos números da presença militar um dia depois de opresidente Dmitry Medvedev prometer retirar dentro de um mês astropas de territórios incontestavelmente georgianos. Apesar dos apelos ocidentais para que todos os soldadosrecuem para as posições prévias ao conflito, Medvedev nãosinalizou na segunda-feira a intenção de desocupar as duasregiões separatistas, agora reconhecidas por Moscou como paísesindependentes. Serdyukov disse a Medvedev que a futura presença militarfoi definida em conversas com líderes regionais. "Já decidimossobre o contingente --na casa de 3.800 homens em cada uma dasregiões-- e sua estrutura e localização", afirmou. A Ossétia do Sul e a Abkházia haviam pedido a Moscou que"instale bases" nas regiões, cuja independência até agora sófoi reconhecida por Rússia e Nicarágua. Antes da tentativa georgiana de reocupação, a Rússiamantinha uma força de paz com cerca de 1.000 integrantes naOssétia do Sul e 2.500 na Abkházia, operando sob um mandato queremontava à década passada. União Européia e EUA alertam Moscou para sanções por causade sua intervenção na Geórgia, mas a importância da Rússia comofornecedora energética para a Europa, além de sua relevância emoutras questões globais, como o programa nuclear do Irã,limitam a possibilidade de punições. A Rússia diz ter sido moralmente obrigada a enviar tropaspara impedir que o governo pró-ocidental da Geórgia, quepleiteia uma vaga na Otan, cometesse um genocídio. (Reportagem adicional de Francois Murphy em Tbilisi)

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