RW comemora fim da cadeira elétrica nos EUA

A decisão foi tomada pela Suprema Corte de Nebraska

EFE

09 de fevereiro de 2008 | 02h14

A ONG Human Rights Watch (HRW) comema o fim da execução por eletrocussão nos Estados Unidos, depois que a Suprema Corte de Nebraska declarou o método anticonstitucional. "A decisão desta sexta-feira elimina a brutal prática das eletrocussões em Nebraska e é um passo importante para a eliminação das execuções intrinsecamente desumanas nos Estados Unidos", assegurou em comunicado Sarah Tofte, pesquisadora da organização defensora dos direitos humanos. Sonre a possibilidade de Nebraska optar agora por utilizar a injeção letal em substituição à execução por eletrocussão, Tofte afirmou que esse método "não é tão humano como parece", já que "há muitas evidências de que os prisioneiros condenados sofrem o risco de sofrer dores muito agudas". A pena de morte vigora em 36 dos 50 estados do país. Nebraska era o único deles que mantinha a cadeira elétrica como método de execução. Nos demais, a pena de morte é aplicada mediante uma injeção letal. "As provas demonstram que a eletrocussão infringe uma dor intensa e um sofrimento agonizante. Portanto, a eletrocussão como método de execução é um castigo cruel e desusado", manifestou o tribunal de Nebraska, integrado por nove membros. Além disso, os juízes do tribunal disseram que o método é "um dinossauro mais apropriado para um laboratório do Barão Frankeinstein que para uma câmara da morte". "Este é o último prego no caixão da eletrocussão", disse Richard Dieter, diretor do Centro de Informação da Pena de Morte (CIPM), após tomar conhecimento da sentença. A decisão judicial foi criticada pelo governador Dave Heineman, que se referiu a ela como uma manifestação de "ativismo político" e disse que vai chamaras autoridades legislativas do estado para substituir a eletrocussão pela injeção letal.

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