Saiba os pontos da declaração final da cúpula nuclear de Washington

Efe

13 de abril de 2010 | 21h11

 

A Cúpula sobre Segurança Nuclear que terminou nesta terça-feira, 13, em Washington propôs um "plano de trabalho" com ações unilaterais e internacionais para cumprir com seu objetivo

fundamental de resguardar materiais atômicos em um prazo de quatro anos.

O plano constitui um "compromisso político" dos 47 países participantes da cúpula, entre eles o Brasil, para iniciar de forma voluntária e com apego às leis nacionais e internacionais, as medidas relacionadas ao armazenamento, uso, transporte e eliminação de materiais nucleares:

 

"- Reafirmamos a responsabilidade dos Estados de manter uma segurança efetiva de todos os seus materiais nucleares, incluindo materiais e instalações nucleares sob seu controle, para impedir que agentes que não sejam Estados tenham acesso a informação ou tecnologia para o uso desses materiais com fins maliciosos.

 

- Exortamos os Estados a cooperar como comunidade internacional para impulsionar a segurança nuclear.

 

- Reconhecemos que o urânio altamente enriquecido e o plutônio requerem medidas especiais de precaução e promovemos medidas para assegurar, contabilizar e consolidar esses materiais.

 

- Procuramos que sejam cumpridos todos os compromissos de segurança nuclear existentes.

 

- Apoiamos os objetivos dos instrumentos de segurança nuclear internacionais, incluindo a Convenção sobre a Proteção Física do Material Nuclear e a Convenção Internacional para a Supressão de Ações de Terrorismo Internacional.

 

- Reafirmamos o papel essencial da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

 

- Reconhecemos o papel e a contribuição da ONU, assim como da Iniciativa Global para Combate ao Terrorismo Nuclear e da Aliança Contra a Propagação de Armas e Materiais de Destruição em Massa promovida pelo G-8.

 

- Admitimos a necessidade de fomentar a segurança e a cooperação nucleares em nível bilateral, regional e multilateral.

 

- Reconhecemos a necessidade de que os Estados cooperem para impedir e responder de maneira efetiva a incidentes de tráfico nuclear ilegal e concordamos sobre a necessidade de compartilhar informação e experiências através de mecanismos bilaterais e multilaterais.

 

- Reconhecemos o papel permanente da indústria nuclear, incluindo o setor privado, na segurança nuclear.

 

- Apoiamos a aplicação de práticas rigorosas de segurança nuclear que não infrinjam os direitos dos Estados de desenvolver e usar a energia nuclear com propósitos pacíficos.

 

- Reconhecemos que as medidas que contribuem com a segurança do material nuclear têm valor em relação à segurança das substâncias radioativas e encorajamos os esforços para proteger esses materiais."

 

No parágrafo final, a declaração assinala que manter uma segurança nuclear efetiva requer "esforços nacionais permanentes" facilitados pela cooperação internacional e realizados de "maneira voluntária" pelos Estados.

 

"Promoveremos o fortalecimento da segurança nuclear global através do diálogo e da cooperação com todos os Estados", conclui o texto.

 

Saiba mais

especialOs últimos eventos da crise nuclear

linkSaiba mais sobre o TNP

Tudo o que sabemos sobre:
cúpula nuclearprograma nuclear

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.