Saída das tropas de cidades iraquianas é um marco, diz Obama

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, elogiou nesta terça-feira a retirada das forças norte-americanas das cidades e vilas do Iraque como sendo um importante passo para a completa saída das tropas até 2012, mas alertou para os "dias difíceis" pela frente.

REUTERS

30 de junho de 2009 | 19h25

"A transição de hoje é uma nova prova de que aqueles que tentam mergulhar o Iraque no abismo da desunião e da guerra civil estão do lado errado da história", disse Obama na Casa Branca.

Obama fez do fim da Guerra do Iraque, que já dura seis anos, uma prioridade da política externa dos EUA. Ele falou horas depois de um carro-bomba ter matado pelo menos 30 pessoas e ferido outras 100 na cidade de Kirkuk, no norte iraquiano.

O atentado expôs a fragilidade da segurança no Iraque.

O país foi quase dividido por ataques sectários de retaliação em 2006 e 2007 que mataram dezenas de milhares de pessoas e desalojaram milhões de outras. Apesar dos grandes atentados das últimas semanas, autoridades dos EUA dizem que o nível geral de violência caiu.

"Haverá dias difíceis pela frente", disse Obama. "Já vimos isso no atentado sem sentido em Kirkuk hoje cedo. E haverá aqueles que vão testar as forças de segurança iraquianas e a determinação do povo iraquiano por meio de mais atentados sectários. Mas estou confiante que essas forças fracassarão."

Obama disse que as forças dos EUA cumpriram o prazo final de 30 de junho para completar sua retirada de áreas urbanas e transferir o pleno controle às forças de segurança iraquianas. A previsão é que todos os soldados norte-americanos deixem o Iraque até 2012. Os EUA invadiram o Iraque em 2003 para derrubar Saddam Hussein.

O presidente norte-americano afirmou que o futuro do Iraque está agora "nas mãos do próprio povo" e que seus líderes sunitas, xiitas e curdos tiveram de fazer escolhas difíceis para resolver árduas disputas que são obstáculos para a verdadeira reconciliação política.

(Reportagem de Ross Colvin)

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