Sarah Palin critica vinculação de sua retórica a violência

A política norte-americana Sarah Palin criticou na quarta-feira as pessoas que culpam a retórica da republicana pelo tiroteio em Tucson que deixou seis mortos e 14 feridos, incluindo a deputada democrata Gabrielle Giffords.

REUTERS

12 de janeiro de 2011 | 16h17

"Os atos de criminalidade monstruosa respondem por si só. Eles começam e terminam com os criminosos que os cometem", disse a ex-governadora do Alasca e preferida do movimento conservador Tea Party, em sua primeira resposta às críticas.

"Especialmente horas depois da tragédia que se desenrola, jornalistas e autoridades não deveriam produzir um libelo de sangue que serve apenas para incitar o ódio e a violência que supostamente condenam. Isso é repreensível."

Palin, candidata a vice-presidente pelo Partido Republicano em 2008, postou os comentários na sua página do Facebook em texto e vídeo.

Jared Lee Loughner, o suposto atirador, enfrenta cinco acusações, incluindo tentativa de homicídio de Giffords. A deputada permanecia em estado crítico após ser baleada na cabeça durante um evento em um shopping em Tucson, no Arizona.

Alguns analistas e blogueiros questionaram se a retórica usada pelos republicanos conservadores no ano passado, incluindo por Palin e alguns candidatos do Tea Party, não teria criado um clima que estimulou a violência.

Políticos de ambos os partidos têm pedido moderação no tom político.

(Reportagem de David Morgan)

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