Sarah Palin defende uso do termo 'libelo de sangue'

A republicana Sarah Palin defendeu na segunda-feira sua referência a um "libelo de sangue", que suscitou polêmica na semana passada quando ela usou o termo para condenar as críticas vinculando seu discurso incendiário ao incidente em que uma deputada do Arizona e outras pessoas foram baleadas.

REUTERS

18 de janeiro de 2011 | 14h08

"Obviamente, libelo de sangue significa que você é falsamente acusada de ter as mãos sujas de sangue. Neste caso, foi exatamente o que aconteceu", disse Palin à Fox News em sua primeira entrevista desde que a controvérsia em torno de suas declarações explodiu.

"Dois dias antes apenas, um editorial no 'Wall Street Journal' tinha o termo em seu título. E esse termo é usado há séculos", disse Palin, uma potencial candidata presidencial em 2012.

A alusão feita por Palin na semana passada a "libelo de sangue" - uma acusação falsa, feita há séculos, de que judeus matariam crianças para usar o sangue delas em rituais religiosos - deslanchou uma nova rodada de críticas ao discurso de Palin.

Ela empregou o termo em um vídeo postado em sua página no Facebook, no qual ela acusou seus críticos de serem irresponsáveis por correrem para atribuir a culpa pelo incidente de 8 de janeiro em Tucson à sua campanha de discursos cáusticos.

Seis pessoas foram mortas a tiros e 13 ficaram feridas no incidente, entre elas a deputada Gabrielle Giffords. Jared Lee Loughner foi acusado do ataque.

Candidata republicana à vice-presidência em 2008 e favorita dos conservadores do movimento Tea Party, Palin vem sendo alvo de críticas da esquerda desde o incidente em Tucson, por ter exortado seus seguidores a "recarregar, não recuar" após o debate do ano passado sobre a reforma da saúde e por ter publicado um mapa eleitoral identificando distritos congressionais democratas vulneráveis, entre eles o de Giffords, com imagens de miras de fuzil.

Na entrevista à Fox News, da qual ela é colaboradora paga, Palin disse que não se deve permitir que a tragédia no Arizona sufoque o debate político vigoroso "que torna a América excepcional".

"Não estou preparada para fazer um anúncio sobre qual será meu futuro político", disse ela. "Mas vou dizer uma coisa a vocês: não vou ficar sentada. Não me deixarei calar."

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