'Se eu fosse mais jovem, iria para o Afeganistão', diz Bush

Em videoconferência, presidente americano ouviu relatos sobre a guerra no país, que dura mais de 6 anos

Reuters,

13 de março de 2008 | 19h44

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, recebeu nesta quinta-feira, 13, um relato de civis e militares norte-americanos sobre problemas e progresso no Afeganistão. "Devo dizer que estou com um pouco de inveja", disse Bush. "Se eu fosse um pouco mais jovem e não estivesse empregado aqui, acho que seria uma experiência fantástica estar nas linhas de frente da ajuda para que essa jovem democracia seja bem-sucedida", acrescentou o presidente.   Veja também: Bush ameaça vetar lei de escutas telefônicas nos Estados Unidos Em uma videoconferência, Bush ouviu relatos de pessoal militar e civil dos EUA em Cabul sobre os desafios no Afeganistão, que vão desde combate à corrupção no governo e na polícia local à persuasão dos fazendeiros para substituir o lucrativo tráfico de papoulas por outros cultivos. "Deve ser emocionante para vocês. De certo modo, romântico, enfrentar o perigo. Vocês estão de fato fazendo história, e obrigado", disse Bush.   Bush ouviu relatos dos esforços para reduzir o apoio ao Taliban em áreas tribais, bem como indícios esperançosos, como o de construção de escolas, serviços de saúde chegando a regiões remotas e treinamento de autoridades regionais em assuntos de administração.    Os críticos acusam Bush de se concentrar no Iraque em detrimento do Afeganistão, onde o Taliban continua lutando. O grupo foi deposto do poder em 2001, por uma guerra liderada pelos EUA, na sequência dos ataques de 11 de Setembro. A guerra já dura mais de seis anos, mas foi amplamente ofuscada pelo Iraque.

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