Seca reduz nível do poderoso rio Mississippi e pressiona Congresso

A grave seca no Meio-Oeste dos Estados Unidos continua causando transtornos nesta quinta-feira, quando barcaças tiveram de se desfazer de cargas no rio Mississippi para evitar encalhamentos, em meio a crescentes preocupações de que a situação provoque aumentos da gasolina e dos alimentos.

Reuters

26 de julho de 2012 | 19h05

Essa é a mais grave seca no país em cinco décadas, e o Congresso, em ano eleitoral, se viu forçado a avançar na tramitação de uma generosa lei agrícola que aliviaria os problemas dos produtores rurais.

"Quando os tempos são duros para os agricultores, eles tendem a ficar politicamente mais ativos", disse o senador Charles Grassley, de Iowa, pedindo a seus colegas republicanos que aprovem a lei agrícola sob pena de serem punidos nas urnas em novembro.

O presidente da Câmara dos Deputados, John Boehner, disse nesta quinta-feira que os líderes republicanos estavam trabalhando junto ao Comitê de Agricultura para discutir um caminho apropriado para a questão.

As chuvas ocorridas durante a noite no norte do Meio-Oeste melhoraram as perspectivas para os produtores de milho e soja, e os preços dos grãos recuaram após atingirem níveis quase recordes.

Mas os meteorologistas dizem que o calor e a seca no sul do Meio-Oeste norte-americano vão continuar castigando as lavouras nos próximos dias.

"Deve haver alguma melhora em áreas como as Dakotas e Minnesota", disse Andy Karst, meteorologista agrícola da empresa World Weather.

Mas Nebraska, Kansas, Missouri e Iowa tiveram apenas chuvas leves durante a noite, que dificilmente resolverão a situação nas lavouras, segundo Karst.

(Reportagem de Sam Nelson e Charles Abbott)

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