Secretário de Defesa diz que EUA têm como combater Al Qaeda

Os Estados Unidos têm os recursos e os aliados necessários para combater a Al Qaeda à medida que a rede se expande para além de sua base no Afeganistão e no Paquistão, para locais como o Iêmen, disse o secretário de Defesa norte-americano, Robert Gates, nesta terça-feira.

PHIL STEWART, REUTERS

09 de novembro de 2010 | 14h28

Os afiliados da Al Qaeda em países problemáticos como o Iêmen e a Somália estão se mostrando uma ameaça crescente aos EUA e a seus aliados, nove anos depois dos ataques de 11 de setembro de 2001, promovidos pela liderança central da Al Qaeda.

Atribuem-se ao braço da Al Qaeda no Iêmen - a Al Qaeda na Península Arábica - o complô fracassado de enviar pacotes-bomba contra alvos norte-americanos no mês passado e a tentativa de explodir um avião comercial dos EUA no Natal passado.

"Enquanto observamos a Al Qaeda espalhar seus tentáculos dessa forma, a boa notícia é que temos alguns parceiros muito fortes atuando contra esse problema, por interesse próprio", disse Gates a jornalistas durante uma visita à Malásia.

"Não estamos sozinhos nessa luta... Assim, estou confiante em que teremos os recursos e a capacidade para continuar a lidar com ela."

Os EUA já elevaram a assistência ao contraterrorismo no Iêmen de 4,6 milhões de dólares em 2006 para 155 milhões de dólares no ano fiscal de 2010. As autoridades norte-americanas também buscam formas adicionais de pressionar os militantes, entre as quais o treinamento das forças iemenitas.

Os analistas advertem, entretanto, que há limitações práticas com relação a quanto os EUA podem ajudar os países com problemas graves, como o Iêmen, cujo fraco governo central enfrenta dificuldades econômicas colossais e conflitos internos.

Os EUA também estão limitados pelas guerras no Afeganistão e no Iraque e fornecem assistência financeira considerável ao Paquistão.

Gates, que já elogiou os esforços do governo iemenita contra a Al Qaeda, sugeriu que os aliados certamente ajudarão a suprir a defasagem.

"Temos muitos aliados que nos ajudam. Ao apontar para o Magreb, a França está obviamente muito envolvida", afirmou Gates, citando o braço da Al Qaeda no norte da África.

"E quando falamos de Ásia, essa é uma das áreas nas quais os EUA e a Malásia têm cooperado", acrescentou ele, numa entrevista coletiva ao lado do ministro da Defesa malaio.

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