Secretário de Justiça dos EUA recomenda não matar réus do 11/9

O secretário de Justiça dos EUA,Michael Mukasey, disse na sexta-feira esperar que os seispresos de Guantánamo a serem julgados pelos atentados de 11 desetembro de 2001 não sejam condenados à morte. Falando na London School of Economics, Mukasey disse que apena de morte permitiria que os seis réus, inclusive ocomandante confesso das operações militares da Al Qaeda noexterior, se apresentassem como vítimas. "Espero que eles não recebam a pena de morte -- eles severiam como mártires", disse Mukasey, respondendo a perguntasdurante uma conferência sobre o direito penal e processualanglo-americano. A promotoria militar pode pedir a execução dos réus,atualmente detidos na base militar norte-americana deGuantánamo, encravada na Ilha de Cuba. O paquistanês Khalid Sheikh Mohammed e cinco outrosprisioneiros são acusados de crimes que incluem assassinato,conspiração e terrorismo pelos ataques que mataram cerca de3.000 pessoas em 2001. O Pentágono tenta realizar os julgamentos de Guantánamo atéo final do governo de George W. Bush. Atualmente, há acusaçõesjá imputadas contra 13 dos 275 prisioneiros. ONGs de direitos humanos qualificam esses procedimentoscomo farsa, já que os réus não têm as garantias jurídicasnormalmente concedidas a cidadãos dos EUA ou a prisioneiros deguerra.

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