Secretário de Justiça dos EUA renuncia, diz NY Times

Alberto Gonzales é o segundo funcionário do governo Bush a se demitir no mês de agosto

Agências internacionais,

27 de agosto de 2007 | 09h27

O secretário de Justiça dos Estados Unidos Alberto Gonzales renunciou na última sexta-feira, 24, segundo a edição desta segunda-feira do jornal New York Times, citando uma importante autoridade do governo.   De acordo com uma fonte no Departamento de Justiça, Gonzales deverá ser substituído temporariamente pelo procurador Paul Clement, que assumiria o cargo até a escolha permanente de um nome.   As duas fontes preferiram não se identificar porque o anúncio formal ainda não foi feito. De acordo com o jornal, a decisão de sair foi tomada por Gonzales e Bush a aceitou a contragosto.  Envolvido nas acusações de perjúrio diante do Congresso, Gonzales teria apresentado sua demissão ao presidente americano, George W. Bush, por telefone no final da semana passada e deve apresentar oficialmente sua renúncia ainda nesta segunda-feira.   A gestão de Gonzales foi cercada pela polêmica do afastamento de procuradores por causa de supostas razões políticas ao tratamento de detidos como supostos terroristas.   O secretário é o segundo funcionário da administração Bush a renunciar no mês de agosto. Karl Rove, um dos mais poderosos assessores do presidente, anunciou no dia 13 que deixará o governo até o final do mês.   Dan Bartlett, outro conselheiro muito próximo, renunciou em julho, após 13 anos com Bush. Resta apenas Karen Hughes, subsecretária de Relações Públicas do departamento de Estado.    Escândalo   Ao longo dos últimos meses, Gonzales vinha sendo duramente criticado por congressistas de oposição a Bush pela demissão de diversos promotores federais em meio ao surgimento de indícios de que a dispensa dos procuradores federais pelo Departamento de Justiça teria motivações políticas.   Secretário responsável pela pasta, Gonzales disse ter conversado com Rove em ao menos duas ocasiões sobre a demissão de um promotor do Estado do Novo México, mas Bush utilizou um dispositivo legal para impedir que o seu estrategista político testemunhasse para  a comissão do Congresso que investiga o caso.

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