Secretário-geral da Otan não precisa ser europeu, diz Biden

Tradicionalmente, americanos e europeus se revezam no cargo; próximo representante pode ser canadense

Efe,

10 de março de 2009 | 15h54

O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse nesta terça-feira, 10, que representantes de "nenhum país aliado devem ser excluídos" da Secretaria-Geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), posto tradicionalmente ocupado por europeus para compensar que o chefe militar seja sempre americano.  Em entrevista coletiva na sede da Otan, Biden afirmou que, em todo caso, os EUA ainda não tomaram uma decisão sobre seu candidato a suceder o atual secretário-geral, Jaap de Hoop Scheffer, cujo mandato termina em 31 de julho. O nome do novo líder da organização, que deverá ser eleito por consenso, será anunciado na próxima cúpula de chefes de Estado e de governo da Otan, que acontece em 3 e 4 de abril, nas cidades de Estrasburgo (França) e Kehl (Alemanha).  Neste fim de semana, o jornal The Washington Post publicou que Biden apoia para este posto o ministro da Defesa canadense, Peter MacKay, como forma de recompensar o país vizinho pelos mais de 100 soldados mortos no Afeganistão desde 2002. Entretanto, esta possibilidade dificilmente seria aceita pelos europeus, cujos nomes mais cogitados são o do primeiro-ministro dinamarquês, Anders Fogh Rasmussen, e o do ministro de Assuntos Exteriores polonês, Radoslaw Sikorski. Por enquanto, somente a Bulgária apresentou oficialmente uma candidatura à Secretaria-Geral, a de seu ex-ministro de Relações Exteriores Solomon Passy.

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