Segunda vítima do Colorado é enterrada; investigação prossegue

Parentes e amigos participaram na quinta-feira numa igreja de Denver da cerimônia fúnebre de uma mulher de 23 anos, morta com outras 11 pessoas no massacre da semana passada num cinema do Colorado.

CHRIS FRANCESCANI E KEITH COFFMAN, Reuters

26 de julho de 2012 | 17h00

Os investigadores continuam em busca de uma possível motivação para o crime. Uma pista examinada é um misterioso pacote que apareceu dias depois do massacre no Campus Médico Ashutz, da Universidade do Colorado, onde o atirador James Holmes, de 24 anos, foi aluno.

O pacote, segundo noticiou o canal Fox News com base em uma fonte anônima ligada à investigação, continha um caderno que descrevia detalhes do plano homicida --inclusive com desenhos rudimentares--, e foi enviado a um professor de psiquiatria.

Em nota, a universidade confirmou na quarta-feira que um pacote suspeito foi entregue pelo correio no campus na segunda-feira, três dias depois do incidente, e que ele foi "imediatamente investigado e entregue às autoridades em questão de horas".

Também na quarta-feira, o juiz do caso buscou barrar a divulgação de informações não-autorizadas sobre a investigação, reiterando que o processo corre sob sigilo.

Holmes deve ser formalmente acusado na segunda-feira. Ele é acusado de ter atirado indiscriminadamente contra a plateia de um cinema de Aurora, subúrbio de Denver, durante a estreia do filme "Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge", na madrugada de quinta para sexta-feira da semana passada.

Além dos 12 mortos, Holmes deixou 58 feridos. Ele foi preso instantes depois, no estacionamento do local.

Na quarta-feira, moradores do prédio onde Holmes vive foram autorizados a voltar para suas casas. O prédio havia sido desocupado porque o atirador montou armadilhas explosivas no seu apartamento, que foram detonadas de forma controlada por especialistas no sábado.

Na quinta-feira, mais de 1.200 pessoas lotaram a Igreja Batista Nova Esperança, na zona nordeste de Denver, para a cerimônia fúnebre privada de Micayla Medek, uma universitária de 23 anos que trabalhava numa lanchonete Subway local e havia ido ao cinema com amigos.

Muitos dos participantes usavam fitas rosas da personagem Hello Kitty, da qual Medek gostava muito.

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