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Seis morrem em tiroteio em universidade nos EUA

Estudante de Sociologia abre fogo contra auditório lotado em universidade e atinge 21 pessoas

Agências internacionais,

15 de fevereiro de 2008 | 10h30

Seis pessoas foram mortas depois que um homem abriu fogo em uma universidade a cem quilômetros de Chicago, no Estado de Illinois, Estados Unidos. O atirador cometeu suicídio em seguida. Segundo o jornal Chicago Tribune, o atirador que atacou a universidade foi identificado com um estudante de 27 anos que cursou Sociologia na instituição, mas não estava matriculado para este ano letivo.  Veja também:Ataques a tiros matam 21 em duas semanasHá uma semana, 15 morriam em tiroteiosRelembre o massacre de Virginia Tech Relembre massacres nos EUA Site da universidadeSite do hospital Um homem branco invadiu uma aula em um auditório no meio da tarde e abriu fogo contra os estudantes. Ele entrou por uma porta lateral durante uma aula de geologia e atirou com três armas: uma espingarda, uma pistola Glock e um revólver de calibre menor. Segundo as investigações iniciais, ele começou atirando com a espingarda e depois passou a usar as pistolas. Mais cedo, o legista de um dos hospitais havia confirmado a informação de que mais uma pessoa teria morrido. Ele justificou que o conflito de informação aconteceu por conta da confusão no destino de um paciente. Uma fonte na universidade revelou à Associated Press a identidade do suposto atirador: Steven Kazmierczak. Na Flórida, funcionários no gabinete do xerife do condado de Polk disseram ter sido contactados para que encontrassem "o pai do suposto atirador", Robert Kazmierczak, que vive na cidade de Lakeland. "Não há nenhum bilhete nem ameaças dos quais tenhamos tomado conhecimento", disse John Peters, reitor da Northern Illinois University, em entrevista à emissora de televisão ABC nesta sexta-feira. "De acordo com todos os relatos que tínhamos até agora, ele (o atirador) foi um aluno muito bom e do qual os professores tinham boa impressão", comentou. O médico legista do Condado de DeKalb disse que quatro das vítimas morreram no condado. Duas outras morreram em hospitais de outros condados. O jornal identificou ainda quatro das vítimas: Daniel Parmenter, de 20 anos; Catalina Garcia, também de 20 anos; Ryanne Mace, 19 anos e Julianna Gehant, de 32 anos. Depois de formar-se em 2006, o homem identificado como autor do massacre ingressou num curso de sociologia na mesma universidade, onde estudou até o primeiro semestre do ano passado. Atualmente, porém, ele não estava matriculado em nenhum curso. Apesar de as autoridades locais não terem divulgado a identidade do atirador, Peters disse na entrevista que o suspeito não teve nenhuma passagem pela polícia durante o período em que estudou na Northern Illinois University, cujo campus situa-se a pouco mais de cem quilômetros de Chicago.  Um homem que matou seis estudantes e depois se suicidou em uma faculdade de Illinois era um especialista em assuntos prisionais, cujo trabalho tinha chamado a atenção dos círculos acadêmicos, afirmou uma reportagem publicada na sexta-feira. Segundo o jornal, o homem havia ajudado a escrever artigos científicos sobre automutilação em prisões e sobre o papel da religião nas primeiras penitenciárias dos EUA, trabalho esse que lhe valeu um prêmio acadêmico.  Pânico Testemunhas disseram que o atirador apareceu por trás de uma tela no palco do auditório e abriu fogo. O ataque começou por volta das 15h locais de quinta, quando a palestra já estava perto do fim. O estudante Edward Robinson disse para a TV WLS de Chicago que o atirador tinha como alvo estudantes de uma determinada parte do auditório. "Era como se ele soubesse em quem estava atirando", disse. Várias testemunhas afirmaram que ele ainda teve sangue-frio para recarregar a munição algumas vezes. Autoridades locais informaram que 162 alunos assinaram a lista de presença, mas ainda não se sabe ao certo quantas pessoas estavam no local no momento do ataque. Peters informou ainda que as aulas estão suspensas até segunda ordem desde a noite de quinta-feira. O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, manifestou condolências aos familiares das vítimas e conversou por telefone com o reitor. Bush também pediu aos americanos que orassem pela comunidade da universidade. Matéria ampliada às 14h40.

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