Olivier Douliery/Efe
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Sem maioria, Obama estuda pausa em reforma na saúde

Democratas rediscutem estratégia depois que republicano venceu eleição para vaga de Ted Kennedy

Efe,

22 de janeiro de 2010 | 10h31

Com a perda da maioria estratégia no Senado, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, quer fazer uma pausa no projeto de reforma no sistema de saúde perante as chances reais de que esbarre nos republicanos e não progrida no Congresso.

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Na entrevista que concede diariamente na Casa Branca, o porta-voz Robert Gibbs disse hoje que, para o presidente, o melhor a ser feito é dar um tempo à reforma e examinar "o melhor caminho a seguir".

Os democratas tentam agora decidir a estratégia depois que o republicano Scott Brown venceu Martha Coakley e ganhou em Massachusetts o direito de ocupar a cadeira que foi de Ted Kennedy, morto em agosto passado.

A derrota deixa os democratas com 59 votos no Senado, um a menos que os 60 necessários para bloquear qualquer tentativa de veto da oposição republicana.

O Senado aprovou a reforma em dezembro passado com votos apenas democratas, mas com a perda da cadeira de Kennedy o futuro do projeto passa a ser incerto.

Na quarta-feira, Obama pediu aos democratas que não se precipitem para aprovar a medida e, em vez disso, se unam em torno dos "elementos principais". A declaração é um sinal de que o presidente poderia aceitar uma reforma bem diferente de seus planos.

Para levar adiante a reforma, grande prioridade política de Obama, os democratas estudam várias possibilidades.

Uma delas é que a Câmara de Representantes abra mão do projeto de lei que aprovou em novembro e ratifique sem qualquer ressalva o do Senado.

No entanto, a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, descartou tal possibilidade hoje ao assegurar que não conta com os votos suficientes para aprovar sem emendas a versão do Senado.

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